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30 anos de disputa às urnas

Domingos Amaro
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Foto:
DR

Completam-se 30 anos desde as primeiras eleições realizadas em 1992. Este ano, a 24 de Agosto, assinala-se o quinto pleito, onde os angolanos vão às urnas para decidir, quem irá governar o país.

Na análise feita nesta edição, reconhece-se, por um lado,que as eleições tornaram-se muito competitivas ao longo deste período. Opartido no poder há 46 anos perdeu no total 41 deputados, entre as eleições de2008 e as eleições de 2017, uma redução relativa de 21% em três pleitoseleitorais, ao passo que para a oposição houve um crescimento sustentado emcada eleição. Por exemplo, o total de deputados da oposição nas eleições de2008 foi de 29, mas em 2017 esse número subiu para 70 deputados. Por outrolado, o desafio ainda continua a ser a promoção da credibilidade das eleições,sendo que foi aprovada uma série de leis que impuseram restrições à observaçãoeleitoral. Nas eleições de 2017, foram convidados 3 mil observadores nacionais,mas para este ano, o número de observadores aprovados desceu para 2 mil, numuniverso de 14,39 milhões de eleitores, em mais de 21 mil mesas de voto, o que,segundo alguns especialistas, pode não ser suficiente para acompanhar e credibilizaro processo.

Ainda nesta edição, poderá acompanhar a entrevista com oMestre em Ciência Política e Relações Internacionais, Sérgio Dundão, ondeadvoga que o processo de votação angolano ainda sofre dos efeitos do conflitoarmado. Por fim, destaca-se, igualmente, o mercado segurador nacional, queconta com a entrada da nova lei da actividade de seguros e resseguros, que vaiimprimir uma nova dinâmica no sector.

Leia o artigo completo naedição de Agosto, já disponível no aplicativo E&M para Android e emlogin (appeconomiaemercado.com).

30 years of going to the polls  

Thirty years have passed since the first elections heldin the country, in 1992. This year, on August 24, 2022, marks the fifth timeAngolans will go to the polls to decide, once again, who will govern thecountry for the next five years. In the analysis made in this edition, it is recognized,on the one hand, that the elections have become very competitive over thisperiod. The party in power for 46 years lost a total of 41 seats in parliamentbetween the 2008 and 2017 elections, a relative loss of 21% over threeelections, while for the opposition there was sustained growth in eachelection. As an example, the total number of opposition’s seats in parliamentin the 2008 election was 29. In 2017, that number rose to 70. On the otherhand, the challenge is still to promote the credibility of the elections, in anatmosphere where several laws passed have imposed restrictions on electionobservation. In the 2017 elections, 3,000 national observers were invited, butfor this year, the number of approved observers dropped to 2,000, in a universeof 14,39 million voters, in more than 21,000 polling stations, which, accordingto some experts, may not be enough to monitor and make the process credible.

Also, in this edition, you can follow the interview withSérgio Dundão, Master of Political Science and International Relations, wherehe argues that the Angolan voting process still suffers from the effects of thearmed conflict. Finally, we also highlight the national insurance market, whichis counting on the entry of the new law for insurance and reinsuranceactivities to give the sector a new boost.

Read the full story in the August issue,now available on the E&M app for Android and at login (appeconomiaemercado.com).