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A banca do futuro está no digital

Já não restam dúvidas de que a transformação digital mudará o modelo tradicional de negócio da banca.

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A referida mudança será radical tanto em termos da melhoria da experiência de atendimento do cliente, quanto em termos de receitas para os bancos, que reduzirão, sobremaneira, os seus custos.

Em 2015, Angola ocupou o quinto lugar na lista dos maiores mercados africanos em termos de receitas domésticas de pagamentos sem juros, atrás da África do Sul, Nigéria,Marrocos e Quénia, segundo o estudo “African Payments – Lessons from the RealTime Payments Revolution”, da McKinsey&Company, realizado em 2017. O relatório mostra que África ocupa o décimo segundo lugar na lista dos maiores mercados globais de pagamentos electrónicos, com cerca de 8,4 mil milhões de transacções, e é o mercado em que os pagamentos electrónicos mais crescem em volume, a um ritmo de cerca de 13% ao ano.

Entretanto, ao mesmo tempo que os níveis de bancarização da população africana ainda representam um desafio para o sector, abrem-se várias oportunidades de negócio no mercado dos pagamentos electrónicos, embora se espere que haja alguma resistência na adopção da transformação digital que se vive na banca, sendo que essa revolução não se traduz apenas num mero exercício de ajustamento tecnológico, mas sim numa questão de sobrevivência e desenvolvimento das instituições financeiras.

Na Europa, por exemplo, onde o processo de bancarização da população ocorreu pela via tradicional, a McKinsey afirma que poucos são os bancos que estão atentos à revolução que o sector vive. Num artigo de 2014, intitulado “The Rise of theDigital Bank” (“O Surgimento da Banca Digital”, em tradução directa), com foco no mercado bancário europeu, a consultora demonstra que os bancos retalhistas do velho continente digitalizaram apenas 20% a 40% de seus processos e que 90% deles investem menos de 0,5% das suas despesas totais na área digital.

Leia mais na edição de Novembro de 2018.

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