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A economia extractiva e a luta pela inversão do ciclo recessivo

As perspectivas económicas de Angola são muito fracas. Depois de cinco anos de contracção do Produto Interno Bruto (PIB), existem poucas possibilidades de a economia evitar a sexta contracção em 2021.

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Wilson Chimoco
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Wilson Chimoco

O desempenho pouco animador e indutor de desigualdades e pobreza tem sido liderado pela queda persistente e estrutural da produção na indústria extractiva, com destaque para o sector dos petróleos e gás. Por ter uma estrutura produtiva muito concentrada ao sector extractivo, com fraca capacidade de absorver os choques negativos externos e reduzida produtividade na generalidade dos subsectores, bem como fraca competitividade dos produtos e serviços produzidos internamente, a economia tem tido grandes dificuldades para inverter o ciclo negativo que vem desde 2016. Adicionada a este facto, está a persistente implementação de políticas económicas inconsistentes e pouco indutoras de uma alteração substancial do ambiente de negócios e incremento dos níveis de diversificação da economia, tanto a nível vertical – Incremento do valor acrescentado na indústria extractiva, por exemplo - assim como horizontal – Incremento dos diferentes sectores de actividades económicas no peso do PIB.  

A indústria extractiva em Angola, de acordo com dados das Contas Nacionais do Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes ao IV trimestre de 2020, está composta pelo sector da Extracção e Refinação de Petróleo e pelo da Extracção de Diamantes, Minerais Metálicos e de Outros Minerais não-Metálicos, que, de forma conjunta, representam 32,75% do total do PIB, o equivalente a USD 19,138 mil milhões – dados referentes ao fecho de 2020 -, com o sector dos Petróleos a representar 30,89% e o de extracção de diamantes e outros minerais a fixar-se em 1,86%.

Leia o artigo completo na edição de Outubro, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login (appeconomiaemercado.com).

The extractive economy and the struggle to reverse the cycle of recessions

Angola’s economic prospects are very weak. After five years of contraction of the Gross Domestic Product (GDP), there is little chance of the economy avoiding a sixth contraction in 2021.

The lackluster, inequality and poverty-inducing performance has been led by the persistent and structural decline in production in the extractive industry, with particular emphasis on the oil and gas sector. Because its production structure is highly concentrated in the extractive sector, with weak capacity to absorb negative external shocks and low productivity in most subsectors, in addition to the poor competitiveness of domestically produced goods and services, the economy has had great difficulty to reverse the negative cycles it has undergone since 2016. Additionally, the persistent implementation of inconsistent economic policies that do little to induce a substantial change in the business environment and an increase in the levels of diversification of the economy, both vertically - increasing value added in the extractive industry, for example - and horizontally - increasing the weight of the different economic sectors in the GDP.  

According to National Accounts data from the National Institute of Statistics (INE), for 4Q20, the extractive industry in Angola is comprised of Oil Extraction and Refinery, and the Mining of Diamonds, Metallic Minerals and Other Non-Metallic Minerals, which together represent 32.75% of the total GDP, equivalent to USD 19.138 billion - data for end-2020 - with the oil sector representing 30.89% and the mining of diamonds and other minerals fixed at 1.86%.

Read the full article in the October issue, now available on the E&M app for Android and at login (appeconomiaemercado.com).

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