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A “pandemia” do lixo

Em Luanda, o lixo continua a ser – provavelmente continuará a sê-lo – um assunto mal resolvido. E por mais que tentemos defender o contrário, a solução não passa apenas pelo incremento das verbas.

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Fotografia
:
Carlos Aguiar

Na verdade, asolução para o problema da gestão do lixo passsa, antes, pela melhoria da gestão, que se deve pautar por regras de transparência, controlo e lisura no uso do erário. E mais importante, a gestão não deve confundir-se com politiquices e demagogias de responsáveis públicos que estão mais preocupados com a sua reputação partidária do que com a resolução de problemas prementes, como é o saneamento básico, cuja carência acarreta sérias consequências de saúde pública, de per si já doentia em Angola, e hoje agravada pela Covid-19. Aliás, o lixo é uma pandemia antiga, para a qual, em Angola, ainda falta a descoberta da vacina.

E, enquanto a vacina contra a pandemia do lixo não chega, investe-se mais dinheiro em medidas paliativas e, claramente, pouco sustentáveis, na medida em que não se diferenciam das que, até agora, foram implementadas. E para o degrado dos contribuintes, tais medidas enriqueceram apenas um punhado de indivíduos e empresas. E agora foi disponibilizado mais dinheiro, numa clara declaração de amor inabalável entre o luxo e o lixo, como bem definiu o artista Sérgio Piçarra, através de um cartoon. Recentemente, o Presidente da República, João Lourenço, aprovou a abertura de um crédito adicional suplementar para o pagamento das despesas ligadas à prestação de serviços de limpeza pública e recolha de resíduos sólidos na província de Luanda.

Leia o artigo completo na edição de Março, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login (appeconomiaemercado.com).

The Waste “Pandemic”

In Luanda, waste remains - and probably will continue to be - an unresolved issue. And as much as we try to defend the contrary, the solution does not necessarily involve increasing funds, but, rather, improving management, which must be guided by the rules of transparency, control, and fairness in the use of the funds.

And more importantly, management should not be confused with politicking and demagogies from public officials who are more concerned with their party reputation rather than solving pressing problems, such as the basic sanitation, which leads to serious public health consequences, in a sector that is already “unwell” in Angola. And this is exacerbated today by the Covid-19. In fact, waste is an old pandemic, for which the vaccine has yet to be discovered in Angola.

And, while the vaccine against the waste pandemic does not arrive, more funds are invested in mitigating and clearly unsustainable measures, but they are not different from those measures that have been implemented so far. And for the taxpayers' discontentment, such measures have enriched only a handful of individuals and companies. And now more funds have been made available, a clear declaration of unwavering love between luxury and garbage, as the artist Sérgio Piçarra well defined it through a cartoon. Recently, the President of the Republic, João Lourenço, approved the opening of an additional credit to pay for the expenses associated with the provision of public cleaning and solid waste collection services in the province of Luanda.

Read the full article in the March issue, now available on the E&M app for Android and at login (appeconomiaemercado.com).

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