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A sobrevivência dos meios de comunicação social

O sector da Comunicação Social e a Indústria da Publicidade vivem hoje sob a ameaça clara de encerramento das suas unidades.

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DR

Está claro para todos o impacto da actual crise pandémica na vida das empresas. Veio agravar as dificuldades que se faziam sentir desde 2014, altura em que se instalou a propalada crise petrolífera. A declaração do Estado de Emergência fragilizou as empresas na generalidade, com uma incidência particular nas de serviços, situação que, a não ser superada com medidas específicas, as votará à falência e ao desemprego dos seus funcionários. Os seus custos fixos mantiveram-se e nalguns casos agravaram-se. Remetidas para o teletrabalho, com o confinamento do seu pessoal, as empresas foram obrigadas a custos suplementares para garantirem a sua funcionalidade. Passaram para as residências dos seus funcionários mecanismos que já tinham instalado nos locais de trabalho como, por exemplo, a aquisição de internet, paga por aquelas, e outros consumos. Não deixaram de pagar os salários, mantidos por força de decreto presidencial, impostos, rendas de escritório, taxas de condomínio, etc., com a grave contrariedade de verem substancialmente reduzidas as suas receitas em função da suspensão ou redução das encomendas de trabalho por parte de clientes, também eles abalroados pela crise em referência.

O sector da Comunicação Social e a Indústria da Publicidade vivem hoje sob a ameaça clara de encerramento das suas unidades, nomeadamente jornais, rádios, canais de TV, agências de publicidade e outras empresas da comunicação publicitária.

No caso do Jornalismo, veremos enfraquecer o seu papel como quarto poder que tem a missão de escrutinar os demais. Sem jornalismo sério e independente, perde a democracia e o Estado de Direito. Nós já vivemos essa perda com as consequências que conhecemos. Todos nós precisamos de informação para a nossa tomada de decisões, para sobrevivermos em sociedade. Basta atendermos à crise pandémica que estamos a viver. Sobreviveríamos sem comunicação? Como passariam as autoridades sanitárias as suas recomendações?

Leia o artigo completo na edição 189, referente ao mês de Junho, já disponível no aplicativo E&M para Android e no site (secção Assinaturas).

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