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Advogados de defesa abandonam Donald Trump

A poucos dias do início do julgamento para a destituição do ex-Presidente norte-americano, vários advogados decidiram abandonar a sua equipa de defesa, de acordo com a cadeia de televisão CNN.

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Cláudio Gomes
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Cláudio Gomes

São no total cinco advogados, incluindo Butch Bowers e Deborah Barbier que deviam dirigir a equipa dos advogados do milionário norte-americano, renunciaram à defesa na sequência de divergências sobre a direcção do caso, conforme indicou, recentemente a CNN que citou fonte anónima.

Segundo a cadeia de televisão norte-americana, citada pelo Jornal de Angola,  salientou que Trump pretendia que os advogados continuassem a defender a tese da existência de uma fraude maciça nas eleições presidenciais, ao invés de se concentrarem na legalidade  de um processo contra um Presidente que já não se encontra em funções.

"Trabalhámos muito, mas ainda não tomámos uma decisão definitiva sobre a nossa equipa legal. Vamos fazê-lo em breve", escreveu na rede social Twitter Jason Miller, assessor de Donald Trump, quando respondia a estas notícias.

O julgamento de Donald Trump por "incitação à insurreição", na sequência da invasão do Capitólio, a 6 de Janeiro, por seus apoiantes, terá lugar no dia 9 do mês em curso.

Entretanto, conforme salienta o jornal público nacional, para fazer avançar o processo é necessária uma maioria de dois terços, ou seja 67 senadores, mas apenas cinco senadores republicanos afirmaram, até agora, estarem prontos a apoiar os 50 senadores democratas a favor da destituição.

Já uma moção de censura, menos grave, requer o voto de, pelo menos, dez senadores republicanos para ter a possibilidade de ser adoptada, o que alguns observadores consideraram ser viável. Único Presidente norte-americano a ser duas vezes alvo de um processo de destituição, Trump será, também, o primeiro Chefe de Estado visado por este processo depois do final do mandato.

Assim sendo, caso seja condenado, o Senado poderá impedi-lo de voltar a assumir a Presidência no futuro, ditando o fim da carreira política.

A eventual condenação de Trump não está ainda longe de ser concretizada, uma vez que pelo menos, 45 senadores do Partido Republicano apoiaram a iniciativa que apontava para a suspensão do processo de impeachment do ex-Presidente, uma demonstração de união dos republicanos que alguns citaram como um sinal claro de que ele não vai ser  condenado por incitação à insurreição contra o Capitólio.

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