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Aeroporto quase abandonado há nove anos após inauguração

Governo do Kwanza Norte propôs a conversão em base militar do Aeroporto Comandante Ngueto, subaproveitado desde a sua inauguração, em finais de 2011.

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José Zangui
Fotografia
:
Vasco Célio
José Zangui

A província do Kwanza Norte fica a duas horas, numa viagem de carro, da cidade de Luanda. Em Dezembro de 2011, foi contemplada com o Aeroporto Comandante Ngueto, que custou ao Estado cerca de 60 milhões de dólares.

Actualmente, o investimento é visto como um desperdício, uma vez que a infra-estrutura anda subaproveitada há nove anos. Não recebe voos comer ciais, apenas alguns fretados para o transporte de material de alguns operadores de telecomunicações. Ainda sem viabilidade para uma exploração comercial, as autoridades provinciais propuseram a sua conversão em base militar, de acordo com o director do Gabinete de Estudo, Planeamento e Estatística (GEPE) local, Hednildo Teixeira, em entrevista à E&M.

Antes, em 2014, já havia uma proposta das autoridades centrais para transformar a infra-estrutura numa escola de aviação. Com capacidade de desembarque para 100 passageiros por hora, a infra-estrutura, que esteve encerrada durante oito anos antes da reinauguração, dispõe ainda de zonas de recolha e transportes de bagagens, novos sistemas de comunicações e uma central eléctrica autónoma.

A reestruturação, que durou dois anos, esteve enquadrada no programa do Executivo de reabilitação e modernização de toda a rede aeroportuária do país.

Os responsáveis do sector dos Transportes afirmaram que os equipamentos modernos, seguros e confortáveis iriam facilitar as ligações entre a província do Kwanza Norte e o resto do país, com um impacto positivo na economia da região. Passados oito anos, esse objectivo está longe de ser alcançado.

Na altura, o então ministro dos Transportes, Augusto Tomás, tinha afirmado que o progresso que o sector registava estava a permitir o aumento de emprego e da produção de bens e serviços, apoiando a comercialização no campo e reforçando a coesão entre as províncias.

O ex-governante havia revelado, igualmente, que o Kwanza Norte tinha em carteira um plano-director para o sector dos Transportes, que englobaria o aproveitamento do corredor do rio Kwanza para o transporte de passageiros. Entretanto, a província não registou avanços nesse domínio.

Leia o artigo completo na edição de Janeiro, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login (appeconomiaemercado.com).

Airport in a state of near-abandonment nine years after inauguration

The government of Kwanza Norte proposed the conversion of Comandante Ngueto Airport into a military base. The facility has been underused since its inauguration in late 2011.

The province of Kwanza Norte is a two-hour drive away from the city of Luanda. In December 2011, Comandante Ngueto Airport was built, costing the State nearly US$60 million. Currently, this investment is seen as a waste, since the infrastructure has been underused for nine years. It does not receive commercial flights, only a few chartered ones transporting material for some telecommunications operators. Still not viable for commercial purposes, provincial authorities have proposed converting it into a military base, said the director of the local Office of Study, Planning and Statistics (GEPE), Hednildo Teixeira, in an interview with E&M.

Before, in 2014, there was already a proposal from cen tral authorities to transform the facilities into an aviation school. With capacity to handle 100 passengers per hour, the infrastructure, closed for eight years before the re-inauguration, also has baggage pick-up and transport areas, modern communication systems and an autonomous power plant.

The restructuring, which took two years to complete, was part of the Executive’s pro- gram to rehabilitate and modernize the country’s entire airport network.

Those responsible for the Transport sector then stated that modern, safe and comfortable equipment would facilitate connections between Kwanza Norte and the rest of the country, with a positive impact on the region’s economy.

Eight years later, that goal is far from being achieved. At the time, the then Minister of Transport, Augusto Tomás, had affirmed that the progress the sector was making was increasing employment and the production of goods and services, helping to grow markets in the countryside and strengthening ties between provinces.

The former official had also disclosed that Kwanza Norte had a master plan for the transport sector, which would include the use of the Kwanza River corridor for passenger transport. However, the province had made no progress in that area.

Read the full article in the January issue, now available on the E&M app for Android and at login (appeconomiaemercado.com).

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