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Afritac South. Angola assume presidência de unidade técnica

Angola acolheu na semana passada a reunião do Comité de Pilotagem dos Centros Regionais de Formação e Assistência Técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI), também conhecido como Afritac South.

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José Zangui
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José Zangui

Na reunião, em que participaram todos os países membros da SADC, Angola assumiu a presidência por um mandato de dois anos. Deste modo, de acordo com o director do Gabinete de Intercâmbio do Ministério das Finanças, Manuel Pedro, agora presidente do referido Comité de Pilotagem, Angola vai incentivar os  países membros à integração económica regional.

No acto de abertura da reunião, a secretária de Estado para Orçamento e Investimento Público, Aia-Eza Nacília Gomes da Silva, defendeu a necessidade de África realizar transformações estruturais, principalmente as que permitem a geração de emprego e a redução da pobreza.

“Há necessidade gritante de industrialização de todo o continente, o que será fundamental para a redução da pobreza e da melhoria das condições de vida dos seus povos”, insistiu a secretária de Estado.

Segundo a responsável, anualmente,12 milhões de jovens africanos juntam-se ao grupo de população activa e muitas vezes vêem as suas expectativas frustradas, por falta de condições, e acabam por enveredar em caminhos que pioram a sua situação, como a imigração ilegal.

Para Aia-Eza Nacília Gomes da Silva, África precisa de financiamento para a criação das infra-estruturas para a industrialização e, consequentemente, o seu desenvolvimento. A Afritac South, na visão da governante, tem garantido melhoria nas políticas de gestão de recursos de muitos países e pode fazer mais para os grandes desafios que África precisa de ultrapassar. A secretária de Estado angolana para Orçamento e Investimento Público lembrou aos participantes de que a agenda do governo angolano assenta no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022, que estabelece os principais objectivos para a diversificação da economia, sendo para tal necessário mais investimento privado.

Durante os dois dias, os participantes analisaram  temas como a formação na  African Training Institute (ATI) à luz das prioridades de desenvolvimento de capacidade na África Subsaariana e a implementação do programa de trabalho de 2019.

O Comité de Pilotagem dos Centros Regionais de Formação e Assistência Técnica do FMI na África Austral existe desde 2011.

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