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Agências de Rating dão nota positiva ao desempenho económico de Angola

A agência de notação financeira Moody's reconhece uma “governação corajosa” e “não eleitoralista” do Governo de Angola, ao manter a perspectiva estável da nota de risco do país.

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José Zangui
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José Zangui

Angola manteve a perspectiva estável da nota de risco, o que significa maior capacidade de atracção de investimento e de endividamento externo, atribuindo a classificação anual de Caa1 para B3, por um lado.
Por outro lado, a Standard & Poor's manteve a notação do risco Soberano de Angola em CCC+ com uma perspectiva estável, a  Fitch Rating manteve a notação do risco Soberano de Angola em CCC com uma perspectiva estável.
De acordo com o economista, que comentava, ontem, o parecer da agência, isso é de reconhecer, porque a Moody's sabe que se avizinham eleições em 2022 e as reformas são duras quando estão a ser implementadas e levam tempo até produzir efeitos.
Numa nota que emitiu a propósito, o Ministério das Finanças fez saber que, no âmbito da regular Avaliação Anual do Risco Soberano de Angola, o país acolheu as Missões de Revisão Económica realizadas pelas Agências de Rating Standard and Poor’s, Fitch Ratings e Moody’s.
Na sequência, o Ministério das Finanças divulgou os resultados das respectivas avaliações, afirmando que o Standard & Poor's manteve a notação do risco Soberano de Angola em CCC+ com uma perspectiva estável; Fitch Rating manteve a notação do risco Soberano de Angola em CCC com uma perspectiva estável.
As duas agências emitiram as respectivas avaliações em Fevereiro. Agora, em Setembro, a Moody´s fez uma avaliação positiva da notação do risco Soberano de Angola, melhorando a classificação de Caa1 para B3, mantendo a perspectiva estável.
No geral, diz as Finanças, as Agências de Rating Standard and Poor’s, Fitch Ratings e Moody´s enfatizam a melhoria do perfil do crédito soberano do Governo de Angola e o reforço da governança em termos de qualidade das instituições do país.
"As referidas agências de rating perspectivam igualmente que a continuidade dos esforços para a manutenção da estabilidade cambial e da posição externa do país (Reservas Internacionais), bem como a continuidade do engajamento do Executivo de Angola em prosseguir com a consolidação fiscal, melhoria estrutural da gestão da dívida e das finanças públicas continuarão a exercer um impacto positivo de melhoria da notação do risco soberano”, afirma.
Nesta senda, prossegue o Ministério das Finanças na sua declaração oficial, o Executivo da República de Angola reafirma o compromisso com a estabilidade macroeconómica e com as reformas estruturais em curso visando a retoma do crescimento da economia angolana numa base mais ampla e inclusiva, a criação de emprego e o bem-estar da população em geral.

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