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Alienação de activos na Cuca e N´gola deverá valer ao Estado mil milhões kz

Activos do Estado nas referidas cervejeiras estão em fase adiantada de venda, segundo garantias da Comissão Nacional Interministerial para a implementação do PROPRIV.

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António Nogueira
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António Nogueira

As participações do Estado nas cervejeiras Cuca e N´gola deverão permitir ao Estado encaixar cerca de mil milhões de kwanzas, revelou esta esta segunda-feira, 30 de Novembro, o secretário de Estado para as Finanças, Osvaldo João.

O também coordenador da Comissão Nacional Interministerial, responsável pela implementação do Programa de Privatizações (PROPRIV), adiantou ainda que os activos em causa, sendo de 1% na Cuca e de igual percentagem na N´Gola, estão em fase bem adiantadas de venda, sendo que “as negociações realizadas até ao momento fizeram com que os concorrentes ao concurso atingissem o valor de reservas”.

Osvaldo João, que falava no final de uma reunião ordinária com representantes de vários departamentos e empresas envolvidos no programa, fez saber ainda que está neste momento em negociação, no sector de bebidas, a participação de 4% na cervejeira Eka, tendo garantido maior empenho para que esta “participação seja adjudicada nos próximos dias”.

O encontro serviu ainda para fazer-se um balanço sobre o ponto de situação relativo ao concurso público de privatização de 13 unidades industriais localizadas na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo. Este processo, segundo o secretário de Estado para as Finanças está já concluído, tendo sido já adjudicadas todas as unidades. O valor global dos contratos assinados, a este nível, é de 30 mil milhões de kwanzas.

De acordo com Osvaldo João, na reunião, a comissão interministerial foi também informada sobre o concurso público de alienação de 12 empreendimentos agro-industriais, no qual foram adjudicados, conforme disse, dois complexos de silos, um localizado na Matala, província da Huíla e uma fábrica de processamento de tomate, no Dombe Grande, em Benguela. O valor global dos contratos dos dois empreendimentos é de aproximadamente 2 mil milhões kwanzas.

Os restantes nove activos não adjudicados, segundo o governante, serão encaminhados para um leilão electrónico ou para outras regras de procedimentos que constam na Lei das Privatizações.

O Executivo já embolsou, até ao momento, mais de 355 mil milhões de kwanzas, com a privatização de 36 activos previstos para este período, segundo os dados oficiais.

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