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Angola conta com mais 487,5 milhões de dólares do FMI

Na última segunda-feira, o Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu a quarta avaliação do programa económico, apoiado por um acordo alargado do Extended Fund Facility (EFF).

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Cláudio Gomes
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Cláudio Gomes

Segundo escreveu o Jornal de Angola, a decisão do FMI permite um desembolso imediato de DES 338,5 milhões, ou seja, cerca de 487,5 milhões de dólares, elevando os desembolsos totais sob o acordo para DES 2.143,2 milhões o equivalente a cerca de 3 bilhões de dólares.

O acordo prorrogado de Angola por três anos, que foi aprovado pelo Conselho Executivo em 7 de Dezembro de 2018, num valor de DES 2,673 bilhões (cerca de 3,7 bilhões de dólares no momento da aprovação), tem como objectivo principal restaurar a sustentabilidade externa e fiscal, melhorar a governança e diversificar a economia para promover o crescimento económico sustentável liderado pelo sector privado.

Por altura da terceira avaliação, salienta o único diário nacional, o Conselho Executivo do FMI também aprovou o pedido das autoridades para um aumento do acesso de DES 540 milhões (cerca de 765 milhões de dólares no momento da aprovação) para apoiar os esforços das autoridades para mitigar o impacto do Covid-19 e sustentar a implementação da reforma estrutural.

Assim sendo, refere a notícia publicada pelo Jornal de Angola, a produção e os preços do petróleo permanecem fracos e os impactos sociais e de saúde da pandemia continuam a ser sentidos. Segundo a publicação, as autoridades têm mantido uma resposta política robusta em face a esses desafios e permanecem firmemente comprometidas com o programa.

De acordo a notícia, disponível no portal do Jornal de Angola, as autoridades alcançaram um ajuste orçamental prudente em 2020, que incluiu ganhos de receitas não petrolíferas e contenção de despesas não essenciais, preservando simultaneamente as despesas essenciais com redes de saúde e segurança social. A aprovação do Orçamento de 2021 em Dezembro consolida esses ganhos.

Neste processo destaca-se, também, o facto das autoridades permitiram que a taxa de câmbio actuasse como um amortecedor de choques e começaram a implementar uma mudança gradual em direcção ao aperto monetário para enfrentar as pressões crescentes de preços.

A directoria executiva também aprovou hoje o pedido das autoridades de dispensa de aplicabilidade e não observância de critérios de desempenho e modificação de alguns critérios de desempenho, metas indicativas e benchmarks estruturais.

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