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Angola. Emirados Árabes Unidos com interesse em obras públicas

A modernização do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, é um dos pontos de um memorando de entendimento no domínio dos transportes recentemente assinado no Dubai.

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Redacção_E&M
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Segundo um comunicado do Ministério dos Transportes, o acordo que foi rubricado entre Angola e os Emirados Árabes Unidos, prevê ainda a realização de investimentos em infra-estruturas que possam permitir a aceleração da actividade económica, nas áreas de crescimento potencial da actividade empresarial privada e ou pública.

De acordo com o portal Macauhub, o ministro Ricardo d’Abreu aproveitou a sua deslocação para visitar a Associação Nacional de Transporte Aéreo do Dubai (DNATA, na sigla em inglês), onde foi recebido por Adnan Kazim, vice-presidente desta empresa de prestação de serviços aeroportuários, desde assistência (em terra), de manuseamento de cargas, viagens e “catering” para voos, em cinco continentes.

O ministro dos Transportes, escreve o portal, foi igualmente recebido pelo vice-presidente com o pelouro das Fusões e Aquisições da Corporação de Investimento do Dubai, que funciona como um fundo soberano, com quem abordou o interesse desta instituição num possível financiamento em infra-estruturas aeroportuárias e portuárias em Angola.

Neste encontro ficou a promessa de que o Fundo Soberano vai aguardar a recepção de projectos de infra-estruturas, destinados a participar nos próximos concursos públicos internacionais, a serem lançados no quadro das futuras concessões portuárias e aeroportuárias projectadas no país.

Neste sentido, Ricardo d’Abreu revelou em Junho passado que as obras de remodelação e expansão do aeroporto internacional de Luanda teriam início em 2020 e um custo estimado de 300 milhões de dólares.

Com efeito, as obras, que vão decorrer num prazo de 18 a 24 meses, contemplam o aumento do terminal, com realce para o espaço de “check-in”, acomodação dos passageiros, salas de espera, escritórios para as diferentes companhias aéreas, parque de estacionamento e melhoria do perímetro de segurança.

Com esta remodelação, segundo o ministro citado na altura pela agência noticiosa angolana, Angop, o Aeroporto 4 de Fevereiro passará a ter seis mangas para o embarque e desembarque de passageiros e uma capacidade para quatro milhões de passageiros, contra os actuais 1,5 milhões.

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