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Angola na vanguarda dos países com maior penetração de energias renováveis

Com a conclusão da Central Hidroeléctrica de Caculo-Cabaça e a construção dos parques fotovoltaicos, a potência ultrapassará os 8 gigawatts e a contribuição de fontes renováveis passará os 72%.

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Segundo o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, que interveio na abertura da Conferência Internacional sobre Energias Renováveis em Angola 2022, o desiderato colocará o país na vanguarda dos países com maior penetração de energias renováveis.

Para o efeito, salientou, citado pela Angop, que foram aprovados recentemente dois projectos de electrificação, compreendendo as regiões Leste e Sul, que irão beneficiar mais de um milhão de pessoas, com a instalação de 1 gigawatt de energia fotovoltaica.

De acordo com o governante angolano, a referida energia fotovoltaica será dividida em soluções “On-grid” e “Off-grid”, distribuídos em mais de 150 mini redes e micro redes, com armazenamento em baterias.

Segundo noticiou a agência nacional de notícia, a Estratégia Nacional para Energias Renováveis prevê a possibilidade de instalação de parques solares estimados em 55 gigawatts, quase 10 vezes mais do que toda capacidade de produção actualmente instalada no país.

Este factor será importante na preservação dos níveis de reservatório das principais barragens e na redução de produção térmica, quer a diesel como a gás.

O ministro da Energia e Águas anunciou, para este ano, operacionalização de 370 megawatts de capacidade fotovoltaica, sendo 270 em parques on-grid, em Benguela, e os restantes em cinco parques híbridos no Kuito (Bié), Bailundo (Huambo), Lucapa (Lunda Norte), Luena (Moxico) e Saurimo (Lunda Sul), com o investimento em público.

Numa iniciativa privada, sublinhou, está em construção o Parque Fotovoltaico de Caraculo, com 50 megawatts, na província do Namibe, assim como em fase final o Parque Fotovoltaico da Quilemba, na Huíla, com a mesma capacidade.

Devido ao elevado potencial de recurso solar, cuja radiação, em plano global e horizontal anual média, é compreendida entre 1.370 e 2.100 quilowatts horas metros quadrados, vai permitir ao país dar passos mais significativos na utilização do sol.  

Na conferência internacional, com duração de dois dias, estão a ser abordados questões como

“O ponto de situação das energias renováveis em Angola e oportunidades para o futuro”, “Enquadramento institucional e legal”, “Perfil energético nacional”, “Projectos de energias renováveis ligadas à Rede”, “Projectos de energia renovável fora da rede e auto-consumo”, “Hidrogénio verde para transição energética”, “Educação e formação”, e “Financiamento de projectos de energias renováveis”.

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