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Angola regista um crescimento económico inferior a 1,0% em 2020

A economia de angolana deverá registar uma recuperação modesta em 2020, que se traduzirá num crescimento inferior a 1,0%, segundo a recente nota informativa do Banco de Fomento Angola.

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Redacção_E&M
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“Haverá uma quebra ligeira (ou mesmo estagnação) da economia petrolífera, com novos investimentos a compensar quase totalmente as quebras nos blocos mais maduros e, do lado da economia não-petrolífera, é esperado um crescimento abaixo de 1%, condicional à estabilização e previsibilidade da situação cambial, que permita aos agentes económicos a recuperação de alguma confiança”, pode ler-se no documento publicado pelo Gabinete de Estudos Económicos do BFA.

A produção petrolífera, segundo o documento, continuará em quebra nos blocos mais maduros devendo,mesmo com os investimentos nos blocos 15.06 e 32, cair perto de 0,01 milhões de barris por dia, que se  deverá traduzir numa quebra do PIB petrolífero a rondar 0,5%.

Por outro lado, escreve o portal de notícias Macauhub, espera-se um crescimento contido na economia não-petrolífera, ainda que condicional à existência de estabilidade cambial, que permita aos agentes económicos a recuperação de confiança – a transição para o novo regime cambial teve um efeito significativo na confiança de empresários e consumidores, devendo a excepção a este cenário ser o sector dosDiamantes e Minerais, potenciado pelo início (ainda que a meio gás) da operação diamantífera de Luaxe.

A nota informativa divulgada na quinta-feira, 23, afirma que a economia de Angola continuou em quebra 2019, tendo registado uma contracção de 0,4% em termos homólogos nos nove primeiros meses do ano, com o sector petrolífero a continuar a ser arrastado pela quebra de produção nos blocos mais maduros, com uma quebra de 6,6% entre Janeiro e Setembro.

Do lado não petrolífero, salienta a nota informativado BFA, os números parecem apontar para uma ligeira recuperação, mas a metodologia utilizada pelo Instituto Nacional de Estatística no que se refere ao cálculo do Produto Interno Bruto “não permite aferir com certeza este facto”, pode ler-se no documento, que prevê para a totalidade de 2019 uma recessão próxima ou superior a 1%.

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