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Angola tem potencial para dar “impulso económico” regional - Managing Partner da EY

Victória Maviluka
21/6/2024
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Foto:
DR

Country Managing Partner da EY Portugal, Angola e Moçambique assinalou, entretanto, a necessidade de o País diversificar a economia, face à dependência do petróleo.

“Angola tem potencial para ser uma locomotiva do desenvolvimento da África Austral no futuro”. A declaração é do Country Managing Partner da EY Portugal, Angola e Moçambique, quando falava, esta semana, durante a II edição do Doing Business Angola (DBA), realizada em Lisboa, capital portuguesa.

Miguel Farinha disse, citado num comunicado a que a E&M teve acesso, que a economia angolana tem potencial para “gerar um efeito multiplicador” em países vizinhos, através do aumento do investimento e do comércio.

Sublinhou que o País apresenta valências para ser “protagonista de um impulso económico e social” na SADC, destacando que Angola é hoje um dos países mais importantes da região, já que, além de ter o segundo maior PIB e de ter sido o País que registou o maior crescimento do PIB entre 2000 e 2022 (+12%), é o segundo maior exportador, o quarto mais populoso e o terceiro país que mais cresceu em termos de emprego (mais 3,3% entre 2000 e 2021).

Entretanto, o Country Managing Partner da EY Portugal, Angola e Moçambique assinalou a necessidade de o País diversificar a economia, dada a dependência ainda significativa do petróleo.

“A agricultura, por exemplo, representa hoje 8,6% do PIB. É preciso dar um salto até 2050, ano em que se espera que represente 14,1% do PIB”, referiu Miguel Farinha. 

Disse que a indústria representa actualmente 6,7%, sendo que até 2050 deveria atingir 19,5% alertando que Angola “praticamente não exporta para os países em redor”, sendo necessário “alterar esta realidade”.

Já o director da EY Angola, João Rueff Tavares, destacou o impacto do sector bancário nos últimos anos em Angola: “Quando olhamos para o sector bancário e falamos de riscos, tipicamente falamos de três componentes principais: risco de mercado, pilar de liquidez e risco operacional. Assistimos a uma preocupação crescente da banca em reforçar estas dimensões”.

Citado igualmente na nota, João Rueff Tavares observou que, do ponto de vista de risco operacional, verifica-se uma preocupação dos bancos “em cada vez mais optimizarem os seus processos, para responderem melhor à qualidade dos dados nos seus sistemas, assim como a um reporting cada vez mais acelerado”. 

“Assiste-se ainda à introdução de temas como a robótica e a digitalização, a Inteligência Artificial. Tudo isso ajuda a dar maior robustez à banca”, sublinhou o director da EY Angola, quando intervinha no debate sobre financiamento e gestão de risco na economia angolana.