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Angolanos almejam empregos remotos

O novo relatório da Pesquisa Mundial de Talento (Global Talent Survey) revela que 96% dos angolanos esperam que os seus empregos permitam o trabalho a partir de casa com maior frequência.

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Cláudio Gomes
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Cláudio Gomes

A expectativa por trabalhar remotamente com maior frequência será um dos legados mais evidentes da pandemia Covid-19 em Angola, de acordo com um comunicado do Portal de Emprego Jobartis a que a Economia & Mercado teve acesso esta semana.

A pesquisa cujos resultados foram partilhados pela Jobartis, pela Boston Consulting Group e pela The Network, indica ainda que até os profissionais cujos trabalhos são manuais (ou presenciais) buscam por maior flexibilidade da parte dos seus empregadores.

Em termos gerais, salienta o comunicado, os dados indicam que na verdade é a flexibilidade que interessa à maioria das pessoas, e não uma virada de 180 graus no modelo tradicional, ou seja, o que teria todos a trabalhar em casa todos os dias sem, no entanto, frequentar um local de trabalho físico.

Segundo os resultados da pesquisa, apenas uma proporção relativamente pequena de trabalhadores mudaria para um modelo completamente remoto se pudesse.

“O entusiasmo pelo trabalho totalmente remoto é particularmente baixo nos países desenvolvidos, há maior preferência por trabalho totalmente remoto nos países em desenvolvimento”, refere o documento mencionado os resultados da pesquisa.

No entender do responsável de comunicação da Jobartis, as “organizações viram-se forçadas a alterar de forma imediata o modelo de trabalho, colocando parte da equipa no modelo de trabalho remoto, o que certamente não foi a melhor circunstância para a devida criação das condições.

Até antes da pandemia, argumenta Samuel Serviço, o trabalho remoto era impensável em algumas organizações. “Embora as pessoas abracem a ideia de trabalhar remotamente, todavia reconhecem que faltou acautelar vários aspectos para a garantia das boas condições de trabalho e consequentemente a produtividade”, disse citado no comunicado.

O novo relatório baseado no tema “Preferências Globais de Trabalho”, pode-se ler no documento da Jobartis, é o segundo da série de publicações realizadas com o objectivo de analisar o impacto da pandemia na preferência e expectativa dos profissionais, reflectindo a opinião de 209.000 pessoas em 190 países.

“Em Angola a pesquisa contou com mais de 5.000 participantes que consideraram respectivamente o treinamento de aprendizagem e habilidades e a possibilidade de desenvolvimento de carreira como os factores mais importantes, diferente da tendência mundial que indica o bom relacionamento com os colegas e o bom relacionamento com o superior hierárquico, respectivamente”, lê-se no comunicado.

A Jobartis dispõe da maior base de dados de profissionais em Angola, tendo alcançado mais de 700.000 candidatos registados e mais de 11.000 empresas. Actualmente está presente em cinco africanos como Angola, República Democrática do Congo (RDC), Camarões, Gabão e a Zâmbia.

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