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As pessoas fazem projectos de um ano, achando que
vão resolver problemas
de gerações inteiras

Com uma sólida experiência na área de Marketing, Comunicação e Responsabilidade Social, Leonor de Sá Machado, é CEO da TheBridgeGlobal, empresa de Consultoria, Responsabilidade Social e Educação.

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Entre os anos de 1987 e 2013, foi executiva de empresas multinacionais em Portugal, Espanha e Angola, como a Johnson&Johnson, Bimbo Bakeries, Heinz, Renova e no Banco Espírito Santo Angola (BESA), onde desenvolveu projectos de apoio a refugiados
e criou o BESA Foto. Foi distinguida, em 1995, pela revista “Máxima”, em Portugal, como “Mulher Empresária do Ano”.

Ao longo da sua trajectória profissional sempre esteve ligada à responsabilidade social?

Comecei a minha experiência profissional ainda muito jovem, na Johnson&Johnson, em Portugal, como responsável dos serviços educacionais. Na realidade a responsabilidade social foi o meu primeiro emprego há muitos anos e, naquela altura, fazia palestras sobre educação materno-infantil e sexualidade em escolas, hospitais e outros organizações em Portugal.

Com que idade assumiu, pela primeira vez, o cargo dedirectora de marketing de uma grande empresa?

Era ainda uma miúda. Tinha apenas 29 anos de idade quando recebi o primeiro convite para assumir o cargo de directora de marketing da Renova, uma empresa de produção de papel onde trabalhei até 1995.

Como chega ao então Banco Espírito Santo Angola (BESA), hoje Banco Económico?

Depois de administrar a Bimbo Bakeries, tive a proposta de regressar a Angola quase 40 anos depois, pois tinha vivido cá até aos meus 17 anos de idade, antes de ter ido viver para Portugal. Vim trabalhar para o Banco Espírito Santo Angola, onde fiquei durante nove anos. Lá criámos projectos de responsabilidade social muito bons. Sai antes de toda a tragédia que é conhecida por todos. Fui viver para o S. Paulo, no Brasil, onde criei a TheBridgeGlobal em 2012.

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