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Aulas retomam sem condições, afirma Sinprof

O regresso às aulas, de forma tímida, aconteceu ontem, um pouco por todo o país, seis meses depois da paralisação imposta em Março pela pandemia da Covid-19. Mas foi um início em volta a polémica.

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José Zangui
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José Zangui

As aulas arrancaram, de forma gradual, como era previsto, inicialmente para as classes de exame. Alguns pais recusam-se a enviar os filhos para a escola, preferindo perder o ano lectivo do que a vida dos filhos. Não são poucos os que tomaram essa decisão, segundo constatou a E&M.

O Sindicato Nacional dos Professores de Angola, SINPROF, na voz do seu presidente, Guilherme Silva, entretanto, rejeitou o regresso às aulas afirmando não existirem condições para garantir a segurança dos alunos e professores.

Guilherme Silva forneceu números que espelham a realidade da escola do país. Das 299 escolas do II ciclo do ensino secundário que mereceram visitas do presidente do SINPROF, só 22,4% têm mínimas condições criadas para o retorno as aulas.

Para o I ciclo do ensino secundário foram visitadas 345 escolas e destas apenas 4,9% estão em condições. Quanto ao ensino primário Guilherme Silva disse que das 602 escolas apenas 3% destas estão em condições.

A quase totalidade das escolas visitadas, sobretudo as do ensino primário e do I ciclo do ensino secundário, não possui pessoal preparado para proceder a higienização e a desinfecção das salas de aulas, antes das aulas, nos intervalos entre os dois períodos lectivos definidos em cada turno e depois das aulas, refere o responsável do SIMPROF.

O sindicalista disse estar ciente que a pandemia não acaba agora o que torna necessário “ensaiar mecanismos de adaptação e convivência com a Covid-19 nas escolas”. “Porém o SINPROF não é favorável ao retorno às aulas nas condições em que se encontra, infelizmente, a maioria das escolas do país, por entender que a escola enquanto espaço de convivência deve ser adaptada ao contexto vigente para melhor cumprir coma sua função social”.

Não obstante a rejeição dos SIMPROF, alguns professores e alunos, apresentaram-se às escolas, embora de forma tímida, no Dia Mundial do Professor, 5 de Outubro.

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