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BAI vai gastar 900 milhões de kwanzas em bolsas de estudo até 2026

O Instituto Superior de Administração e Finanças (ISAF), adstrita a academia BAI vai gastar, em cinco anos, 900 milhões de kwanzas em bolsas de estudos internas.

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José Zangui
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José Zangui

As bolsas são direccionados a três cursos de licenciaturas, Contabilidade e Finanças, Gestão bancaria e seguros e Informática de gestão financeira.

De acordo com a directora geral do Instituto Superior de Administração e Finanças, Carla Queirós, para este ano estão disponíveis 780 vagas, das quais 168 bolsas são destinadas aos bolseiros.

Para o acesso as bolsas, os candidatos devem ter no certificado uma média mínima de 14 valores e idade máxima de até 21 anos.

 E de acordo com Irene Graça, directora de Capital Humano do BAI, o Programa de bolsas de estudos está enquadrado no âmbito da responsabilidade social do banco e, é abrangente as demais províncias.

A bolsa, para os provenientes de outras províncias cobre todas as despesas, incluindo o alojamento e transporte. Entretanto, todos estão proibidos de reprovar e devem ter 85% de assiduidade sob pena de perderem a oportunidade de continuação.

Academia BAI foi criada em 2012, e integra duas unidades de formação, o Centro de Formação Profissional em Administração, Finanças e Banca (AFB)e o Instituto Superior Técnico de Administração e Finanças ( ISAF).

O ISAF existe há quatro anos e os primeiros licenciados serão lançados este ano no mercado de trabalho.

Em conferência de imprensa, hoje em Luanda, Carla Queirós lamentou a fraca participação feminina, em média entram apenas 30% do total dos estudantes.

A responsável do ISAF disse que as mulheres “fogem” as matemáticas, entretanto, encoraja-as a aderirem os cursos e as bolsas por entender que ” hoje as mulheres podem tudo que os homens fazem”.

Ednela dos Santos, candidata a vaga para uma bolsa, no curso de Contabilidade e Finanças, tem a média 14, no certificado do ensino secundário. Disse que escolheu o ISAF por ter cursos específicos. “É direccionado e não é generalista, como os outros”, justificou a opção, para mais adiante afirmar não ter medo das matemáticas e por pensar que as mulheres também podem dominar. “Os rapazes não são mais inteligentes que as mulheres basta esforço e dedicação”, defendeu.  

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