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Batalha contra a malária continua perdida

Cláudio Gomes
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Foto:
ISTOCKPHOTO

A malária continua a ser a principal causa de morte em Angola, o 10º país do mundo que menos investe na Saúde. Ainda assim, em 2022, o orçamento para combate à doença sofreu um corte de mais de 50%.

Os números do OGE 2022 mostram o contrário da intenção expressa no Plano Nacional de Desenvolvimento 2018-2022, de a Saúde e a Educação terem até 35% da despesa total do Orçamento Geral do Estado. O Governo prevê apenas, para a Educação, 6,22% das despesas, enquanto apenas 4,93% vão para a Saúde, contra os 15% assumidos em Abuja (Nigéria). Desse último valor, apenas 1,3 mil milhões de kwanzas serão atribuídos ao programa de combate à malária, principal causa de morte no país, contra quase 2,4 mil milhões de 2021. Ou seja, o principal programa de combate à maior causa de morte do país – afetando mais as mulheres grávidas e as crianças com menos de 05 anos – sofreu corte de mais de 50% no seu orçamento.

Entretanto, Angola registou, entre Janeiro e Maio de 2021, 3.799.458 casos de malária e 5.573 óbitos, representando um acréscimo de casos, mas uma redução de mortes face ao período homólogo. A informação foi avançada pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, durante uma conferência de imprensa.

Os casos reportados este ano, com uma taxa de letalidade de 0,1%, significam mais 322.717 casos e menos 102 óbitos relativamente aos primeiros cinco meses de 2020. Entre Janeiro e Março de 2021, face ao mesmo período de 2020, a situação da malária foi de baixa intensidade e, a partir de Abril, após a época chuvosa, houve um aumento superior ao registado no mesmo período de 2020, segundo Sílvia Lutucuta.

Leia o artigo completo na edição de Janeiro, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login (appeconomiaemercado.com).

Fighting malaria still a losing battle

Malaria remains the main cause of death in Angola, the 10th country in the world that invests the least in the health sector. Even so, in 2022, the budget for fighting the disease was cut by more than 50%.

The figures in the 2022 State Budget show the opposite of the intention expressed in the 2018- 2022 National Development Plan, which was to allocate 35% of the total budget to the Health and Education sectors. The Govern ment has allocated only 6.22% of the state budget to Education and 4.93% to Health versus 15% committed to in Abuja (Nigeria). Only 1.3 billion kwanzas of the money for the health sector will be allocated to the program to fight malaria, the main cause of death in the country versus almost 2.4 billion in 2021. This means that the main program to fight the leading cause of death in the country – mostly affecting pregnant women and children under the age of 5 – has suffered a budget cut of more than 50%. Meanwhile, between January and May 2021, Angola record ed 3,799,458 cases of malaria and 5,573 deaths, represent ing an increase in cases, but a reduction of deaths compared to the same period of the pre vious year. The information was presented by the Minister of Health, Ms. Silvia Lutucuta, during a press conference.

Cases reported this year, with a death rate of 0.1%, indicate there were 322,717 more cases and 102 fewer deaths compared to the first five months of 2020. Between January and March 2021, fewer malaria cases were reported compared to the same period in 2020, and from April, after the rainy season, there was an increase greater than that recorded in the same pe riod of 2020, according to Silvia Lutucuta.

Read the full article in the January issue, now available on the E&M app for Android and at login (appeconomiaemercado.com).