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BPC disponibiliza 57 mil milhões de kwanzas para o PAC

O Banco de Poupança e Crédito (BPC) aderiu esta semana ao financiamento do Programa de Apoio ao Crédito (PAC), com um contributo de 57 mil milhões de kwanzas para financiar os produtores nacionais.

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O montante eleva a disponibilidade do instrumento de Apoio ao Crédito para próximo dos 200 mil milhões de kwanzas, após assinatura do memorando entre o banco públicos (BPC), o Ministério da Economia e Planeamento, o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e o Fundo de Garantia de Crédito.

O “Memorando de Entendimento sobre a Implementação da Modalidade de Crédito Comercial do PAC” é um instrumento do Programa de Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), que até finais de 2019 já contava com a adesão de oito bancos comerciais.

No início de Junho de 2019, os bancos Angolano de Investimentos (BAI), Fomento Angola (BFA), Internacional de Crédito (BIC), Standard Bank, Millennium Atlântico (BMA), Negócios Internacional (BNI), Comercial do Huambo (BCH) e de Comércio e Indústria (BCI) subscreveram o memorando por um valor global de 141 mil milhões de kwanzas, com a subscrição do BPC o montante soma agora 198 mil milhões de kwanzas.

Neste sentido, o ministro da Economia e Planeamento, bem como os presidentes dos conselhos de administração do BDA e do Fundo de Garantia de Crédito, Neto da Costa, Abraão Gourgel e João Fernandes, assinaram o acordo com o presidente do Conselho de Administração do BPC, André Lopes.

De acordo com o Jornal de Angola, o ministro da Economia e Planeamento considerou que, com os termos de financiamento previsto no PAC, que incluem períodos de graça e garantias institucionais, será possível alavancar o investimento privado e realizar os objectivos do PRODESI, que elege como meta a expansão da produção de 54 bens da cesta básica e outros tidos como essenciais para o país.

O período de graça, cita o jornal, ao longo do qual o beneficiário não reembolsa o empréstimo, é estabelecido de acordo com a natureza de cada projecto e do tempo que leva a implementar, permitindo gerar fluxos de caixa positivos.

Com adesão ao PAC, considerou o presidente do Conselho de Administração do BPC, o banco juntou-se aos esforços do Executivo para o relançamento da economia através do processo de diversificação das exportações e substituição de importações.

“Em função da situação que o banco atravessa, foi possível reunir recursos financeiros através de uma linha de financiamento externa e será esta linha que vamos disponibilizar para apoiar o esforço do Governo”, disse André Lopes.

O acordo assinado ontem visa definir o quadro de intervenção do BPC e os instrumentos de crédito que estão disponíveis no BDA para o financiamento aos encargos com juros. 

Neto da Costa afirmou, para definir as metas do PRODESI e do seu apêndice financeiro, o PAC, a economia angolana precisa de reverter o curso descendente com a retoma do crescimento económico, que é a fonte para geração de rendimentos e das populações.

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