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Casos de malária disparam na cidade de Mbanza Kongo

Aumento de casos de malária e febre tifóide deve-se à interrupção, este ano, das campanhas de pulverização ou fumigação extra-domiciliária que tiveram início em 2019.

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Mais de 25.000 casos de malária foram notificados de Janeiro a Março deste ano pelo sector da Saúde no município de Mbanza Kongo, província do Zaire, o que representa um aumento de 1.064 casos comparativamente ao primeiro trimestre de 2019.

No mesmo período, foram registados 3.835 casos de febre tifóide, contra os 2.391 casos diagnosticados nos três primeiros meses do ano passado, de acordo com o chefe de secção da Direcção Municipal da Saúde Pública, Nelbarte Brito João, citado pela Angop.

O responsável justificou que o aumento de casos de malária e febre tifóide deve-se à interrupção, este ano, das campanhas de pulverização ou fumigação extra-domiciliária que tiveram início em 2019, por falta de verba para a aquisição dos reagentes utilizados neste processo.

Nesse período, uma notícia da Angop, divulgada há um ano, dá conta que a província tinha registado redução de mortes por malária como resultado das campanhas de combate aos focos de lixo e águas paradas.

Quanto à febre tifóide, Nelbarte Brito João revelou que o débil saneamento básico da cidade e a ausência de campanhas de limpeza também contribuíram para a subida do número de casos desta enfermidade. A fonte ainda apontou a insuficiência de medicamentos para o tratamento da febre tifóide, mas garantiu haver fármacos suficientes para combater a malária.

Segundo a Angop, o sector da saúde em Mbanza Kongo funciona com 60 técnicos médios de saúde, 48 técnicos básicos e sete médicos, o que é insuficiente, pois o município precisa de  mais 50 novos enfermeiros e 25 médicos para atender à demanda de pacientes que acorrem às 27 unidades sanitárias disponíveis.

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