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CEDEAO dissocia-se da "solução" COVID-Organics proposta pelo Madagáscar

A CEDEAO, porém, não se mostra contra as contribuições da medicina tradicional ou à base de plantas para os desafios actuais da saúde impostas pela Covid-19.

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A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) dissociou-se do remédio COVID-Organics proposto pelo Madagáscar para curar a Covid-19.

Num comunicado de imprensa citado pela Africanews, além de dissociar-se a si e ao seu departamento da saúde, A CEDEAO afirmou que não recomenda a administração do referido remédio no tratamento da Covid-19, dias depois de o Presidente malgaxe Andry Rajoelina ter apresentado a COVID-Organics a quinze chefes-de-estados africanos.

A CEDEAO, porém, não se mostra contra as contribuições da medicina tradicional ou à base de plantas para os desafios actuais da saúde impostas pela Covid-19, tendo ainda afirmado que está pronta para apoiar e promover produtos que sejam cientificamente testados.

O departamento da CEDEAO para a saúde garantiu que está em contacto com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras partes internacionais interessadas na busca de uma solução científica para a cura da Covid-19.

Entretanto na cerimónia de entrega aos funcionários da Guiné-Bissau, as embalagens da COVID-Organics tinham bandeiras de todos os países africanos da CEDEAO.

Ainda não se sabe se a Guiné-Bissau iniciou a administração do medicamento e se outros países africanos aceitarão a proposta de Madagáscar.

A última reunião de chefes de estado da CEDEAO não discutiu nada sobre o assunto, informou a Africanews.

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