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INE iniciou radiografia sobre a situação das empresas e estabelecimentos

O recenseamento vai trazer dados atualizados sobre a situação das empresas do país, operacionais, em falência, sector de actividade em que operam e localização, 16 anos depois.

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Redacção_E&M
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O Instituto Nacional de Estatística (INE) lançou, oficialmente, esta semana, o recenseamento de Empresas e Estabelecimento (REMPE), 2019, um processo que começou a ser implementado, a 4 de Março, numa primeira fase, em Luanda, com o financiamento do Banco Mundial.

O processo estatístico vai, segundo o diretor do INE, Camilo Ceita, trazer informação sobre a situação das empresas do país, estado operacional ou de falência, número de trabalhadores, sector de actividade e localização.

O recenseamento vai abranger também o sector informal, pelo menos aqueles estabelecimentos que não legalizados são possíveis de localizar. O REMPE de fora as actividades de caracter ambulante e vendas feiras, assim como as empresas do sectores diamantíferos e petrolíferos que terão outro tratamento.

O director do INE, Camilo Ceite frisou que o último censo foi realizado, há 16 anos, sem avançar mais dados sobre as razões do longo espaço, mas admitiu que os dados existente atualmente, podem estar desatualizados, porque umas nasceram novas empresas e outras morreram.

Com o REMPE, de acordo com o director geral do INE, estima-se recensear pelo menos 70 mil estabelecimentos. O processo já decorre desde 4 de Março e vai até 27 de Maio. Até ao dia 12 de Março, o sistema do INE cadastrou 759 empresas e 191 estabelecimentos comerciais, apenas no município de Luanda, o ponto de partida de um processo que vai estender-se em todo o país durante seis meses.

Os números vão sendo atualizado todos os dias e estarão disponíveis em tempo real na página do Instituto Nacional de Estatísticas.

“ Haverá dificuldades”, admite o director do INE, Camilo Ceita, que aponta as questões logísticas, uma vez que o país apresenta geograficamente regiões dispersas e de difícil acesso. Mais de dificuldades não é tudo, o responsável, lamenta a disponibilidade de certos empresários de não responderem o questionário.

O secretário de Estado do Ministério do Planeamento, Samahima Saudade, presente no acto, entende que o Executivo poderá alcançar com os dados do recenseamento desenhar com mais precisão as políticas públicas empresariais.

O 1º Recenseamento de Empresas e Estabelecimentos (REMPE), realizado em 2002/2003, permitiu conhecer o universo e a estrutura da actividade empresarial de Angola em 2002, ano de referência.

Permitiu construir o Ficheiro de Unidades Estatísticas (FUE), que serviu de base para o desenho e selecção de amostras de inquéritos à actividade económica e produzir informação estatística de base para as Contas Nacionais.

A operação dividiu-se em três fases: a 1ª, de 02 de Maio a 30 de Junho, correspondendo à Província de Luanda; 2ª, de 01 a 31 de Julho, cobertura em Cabinda, Zaire, Bengo, Cuanza Sul, Benguela, Huíla, Huambo e Bié, enquanto na 3ª, de 03 de Agosto a 10 de Setembro de 2003, foram abrangidas as Províncias do Uíge, CuanzaNorte, Malange, Lunda Norte, Lunda Sul, Moxico, Cuando Cubango, Cunene e Namibe.

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