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Cerca de 80% das obras de construção no país estão paralisadas

Redacção_E&M
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As obras em curso registaram uma queda de 12,09% em relação ao primeiro trimestre de 2022 e tiveram um custo médio mensal da mão-de-obra acima de 84 milhões Kz.

Até Junho do ano em curso, existiam no país 4284 obras, sendo 935 em execução e 3349 paralisadas, representando, este último, 78,17% do total, de acordo com o Inquérito Trimestral de Avanço e Acompanhamento dos Edifícios em Processos de Construção (ITAEPC), do Instituto Nacional Estatística (INE).

Na comparação trimestral, as obras em curso registaram uma queda de 12,09% em relação ao primeiro trimestre de 2022 e tiveram um custo médio mensal da mão-de-obra acima de 84 milhões Kz. Entretanto, os dados do ITAEPC não apresenta razão da paralisação destas obras.

De acordo com o documento, Luanda, Huambo, Kwanza Sul e Moxico são as províncias que registaram mais obras em andamento, com 36,36%, 7,27%, 7,06% e 5,99% respectivamente. Já as províncias que concentram maior área bruta em metros quadrados são Zaire com 32,85%, Luanda com 16,17%, Cuanza Sul com 7,89% e Uíge com 7,88%.

O INE refere que neste inquérito são consideradas as obras a nível nacional, durante o período de recolha que estiveram em processo. As obras apresentadas no Boletim são acumulativas, onde compreendem as que foram objecto da amostra e as novas que representam 90% da base inicial.

Portanto, um dos objectivos desse indicador é de produzir informação de base para caracterizar e conhecer o avanço da construção de edifícios privados nas principais cidades do país, que seja um insumo das Contas Nacionais para calcular agregados económicos.