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Combate à corrupção passa pelos jornalistas

O combate a corrupção e a impunidade é um desafios do Executivo angolano, assumido superiormente pelo Presidente da República, João Lourenço.

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Cláudio Gomes
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Cláudio Gomes

Considerado um “cancro” que prejudica profundamente a estabilidade económica, consequentemente social, e política do país, o economista Carlos Rosado disse, recentemente, em entrevista à Angop, em Luanda, que o jornalismo económico em Angola poderá desempenhar um papel importante no combate à corrupção.

O também jornalista considerou, a margem do seminário sobre “Jornalismo Económico instrumento de transformação social”, realizado pela Associação dos Jornalistas Económicos de Angola (AJECO), que “a divulgação das contas dos organismos públicos pelos meios de comunicação social será possível combater a corrupção”.

Carlos Rosado assegurou, ainda, que a pressão feita pelos jornalistas aos órgãos públicos na prestação de contas tem contribuido para melhorar a transparência na gestão das instituições visando o combate a corrupção.

Continuando, Rosado reconheceu que ainda existem muitas barreiras que tornam o trabalho dos profissionais de comunicação social mais difícil, no que toca ao acesso às fontes de informação, na aquisição de documentos importantes como: relatórios, balanços, entre outros dados económicos para a respectiva divulgação.

Apesar de ter lamentado, Carlos Rosados afirmou que o jornalismo económico em Angola está num “bom caminho” e destacando a capacitação dos jornalistas como forma de prestar um melhor desempenho da actividade jornalística.

Continuando, este profissional alertou os presentes no evento a redobrarem os cuidados com os dados antes de publicar, no sentido de evitar erros que venham a comprometer a credibilidade informativa.

Ao longo seminário fez-se uma singela homenagem aos ex-jornalistas económicos António Freitas e Pedro de Jesus Chitas, falecidos, que em vida apoiaram o crescimento do jornalismo em Angola.

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