3
1

Confronto no CFL resulta em feridos e detidos

Grevistas do Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL) denunciaram, hoje, o ferimento de 12 e a detenção de outros três trabalhadores da empresa durante a intervenção da polícia.

1
2
Redacção
Fotografia
:
DR
Redacção

Segundo o Vivências Press, que cita a agência de notícias portuguesa (Lusa), a acção repressiva da polícia que resultou em ferimentos e nas referidas detenções, surgiu na tentativa de garantir os serviços mínimos da circulação de comboios do empresa pública.

O secretário para informação da comissão sindical do CFL, Lourenço Contreiras revelou à agência indicada, que ainda se encontra no local um número considerável de polícias, afectas as divisões municipais do Cazenga, Sambizanga e Rangel, auxiliados pela brigada canina.

“Esta manhã, quando nos dirigíamos às instalações, infelizmente, encontrámos o espaço todo vedado pela polícia, com brigada canina e super equipados e impossibilitaram a nossa entrada”, contou Lourenço Contreiras.

O sindicalista disse que, face às situação, os trabalhadores grevistas dirigiram-se para a passagem de nível na Estação dos Musseques, mas ainda assim foram afastados do local pela polícia.

“Na medida que vinham ao nosso encontro, usando os porretes, que atingiu vários colegas, uma colega foi atingida na cabeça e caiu sobre a linha”, contou o sindicalista.

Lourenço Contreiras disse que também foi atingido durante a ação da polícia, encontrando-se ferido.

Por outro lado, o Conselho de Administração do CFL anunciou, na última sexta-feira, para hoje o início dos serviços mínimos diários, entre as 06:00 e as 18:13, com seis comboios de passageiros suburbanos, operações interrompidas devido à greve e que contavam apenas com duas composições.

Uma nota da empresa dava contaque, no sábado, iria circular um comboio para serviços técnicos para avaliar oestado das linhas e garantir as condições de circulação.

Entretanto, a circulação do comboio efetivou-se, tendo chegado a Viana e já regressado à Estação do Bungo, adiantou o secretário para a informação da comissão sindical, frisando que o serviço foi garantido pelas chefias e alguns trabalhadores não grevistas.

“Não sabemos com quem estamos metidos, não se acredita que num país, onde há liberdade sindical, os trabalhadores, por reclamarem um direito, vivam esse terror que estamos a viver”, lamentou.

Segundo o comunicado do CFL publicado na sexta-feira, administração do CFL sublinhou que está em curso uma requisição civil para garantir o regresso à normalidade da circulação ferroviária.

Desde 18 de abril que os trabalhadores do CFL estão em greve por tempo indeterminado – a segunda depois de outra realizada em janeiro deste ano - para exigir o cumprimento pela entidade empregadora dos 19 pontos reivindicativos que apresentaram, em que o ponto essencial passa por um aumento salarial na ordem dos 80%.

7