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Contratos permitem exploração da Bacia do Namibe

Os contratos assinados ontem entre a Concessionária Nacional, a ExxonMobil e a Sonangol P&P vão permitir identificar o potencial de recursos de hidrocarbonetos existentes na Bacia do Namibe.

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Cláudio Gomes
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Cláudio Gomes

A informação foi divulgada através de um comunicado da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), recepcionada hoje pela Economia & Mercado, que dá conta que os três Contratos de Serviços permitem o aumento da área de exploração na zona marítima (offshore de Angola), em mais 17.800 quilómetros quadrados.

Segundo o documento da ANPG, os acordos rubricados pelas entidades citadas, permitirão identificar o potencial de recursos de hidrocarbonetos existentes na Bacia do Namibe.

Neste sentido, o documento salienta que até ao momento, a Bacia do Namibe era uma zona marítima do país inexplorada. “Os Blocos de águas profundas 30, 44 e 45 estão localizados entre 50 a 100 quilómetros da costa angolana, numa lâmina de água, que varia entre 1.500 e mais de 3.000 metros de profundidade”, lê-se no comunicado distribuído à imprensa.

Para o presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, citado no documento, a presença da ExxonMobil na Bacia do Namibe permitirá um melhor conhecimento geológico, bem como explorar o potencial de hidrocarbonetos existente.

“O sucesso do trabalho realizado em Angola pelos operadores internacionais, muitos dos quais com presença já consolidada no país, é um factor de extrema importância para o desenvolvimento e credibilização do sector petrolífero angolano”, disse.

Por outro lado, o director-geral da ExxonMobil em Angola, Andre Kostelnik, disse que as novas concessões surgem na sequência da longa história de sucesso das actividades de exploração e de produção levadas a cabo pela empresa em Angola.

"Trabalharemos com o governo angolano e com a ANPG para identificar as áreas de fronteira com o melhor potencial de recursos, aplicando a nossa experiência comprovada e a nossa tecnologia de ponta", garantiu o gestor.

O comunicado da ANPG salienta que a ExxonMobil é o operador dos Blocos 30, 44 e 45, com uma participação associativa de 60%, detendo a Sonangol Pesquisa e Produção, S.A. (Sonangol P&P) uma participação associativa de 40%.

Segundo o presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, tudo indica que há potencial para aumentar a produção de hidrocarbonetos em Angola.

Por isso, considera ser “de extrema importância a extensão das actividades de prospeção e exploração para uma área até agora inexplorada em Angola. “Podermos participar neste desafiante projecto, entusiasma-nos e lança-nos desafios relativamente aos quais estaremos seguramente à altura”, afirmou.

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