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Covid-19 agudiza crise económica em Angola. Empresário Jorge baptista antevê perda de milhares de empregos

Jorge Baptista referiu que a COVID-19 veio mostrar, mais do que nunca, que "não existe empreendedorismo em Angola, mas sim gestão de sobrevivência".

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José Zangui
Fotografia
:
Carlos Aguiar
José Zangui

O empresário Jorge Baptista, com negócios em Angola e Portugal, em vários sectores, não tem dúvidas de que várias empresas vão fechar as portas em Angola devido à pandemia da COVID-19, o que se traduzirá no aumento dos níveis de desemprego no país, pois não "postos de trabalho sem empresas".

Em entrevista a E&M, Jorge Baptista referiu que a COVID-19 veio mostrar,  mais do que nunca, que "não existe empreendedorismo em Angola, mas sim gestão de sobrevivência".

O gestor admite que algumas empresas vão sobreviver e essas terão de "redobrar esforços no sentido de preservar a vida, aprender com os erros e terem uma visão para mudar o futuro com sabedoria".  Sugere as empresas que não se aguentarem,  devido à falta de tesouraria para continuar a pagar os salários, que mandem,  temporariamente,  os trabalhadores para casa, por dois ou três meses, mas mantê-los em seu controlo. Desta forma, argumentou, "vão evitar outros custos".

Para Jorge Baptista, o país,  ao longo dos tempos,  "não criou empresas, mas sim políticos  pseudo-empresórios,  com dinheiro público e sem capacidade de gestão". O também presidente da Associação Angolana de Empreendedores (AEA) acrescentou que o agudizar da crise "vai mostrar quem é quem e aquele que resistir vai ter de reinventar-se".

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