3
1

Covid-19 arrasa receitas de transportadoras públicas

Ministério dos Transportes não avança, para já, números, mas informa que a redução das receitas é transversal a todos os segmentos do sector que, no entanto, continuam a prestar os serviços mínimos.

1
2
Fotografia
:
DR

Os efeitos da Covid-19, pandemia que já obrigou o país a decretar Estado de Emergência nacional para um período de 15 dias, está a impactar negativamente nas receitas das empresas do sector dos transportes.

A revelação foi feita esta sexta-feira, 3, pelo ministro dos Transportes, Ricardo D’Abreu, durante uma conferência de imprensa, com os membros da comissão interministerial de combate à pandemia, para a actualização de dados.

Ricardo D’Abreu não detalhou a dimensão das dificuldades financeiras que o novo coronavírus está a impor às empresas do sector, mas informou que a redução das receitas é transversal a todos os segmentos, nomeadamente aéreo, marítimo, rodoviário e ferroviário.

As maiores dificuldades na captação de receitas estão centradas, segundo o ministro, no transporte de passageiros que é das áreas mais visadas na lista de proibições, no decreto sobre o Estado de Emergência.    

Ainda assim, o titular da pasta dos Transportes disse existir já um decreto executivo que vem ajustar as actividades das empresas ao decreto presidencial sobre o Estado de Emergência, que está a permitir que pelo menos os serviços mínimos sejam operacionalizados.

Entretanto, no mesmo decreto executivo, terão sido já programadas acções que deverão “permitir atenuar os efeitos da pandemia nos resultados das empresas do sector, no futuro”, uma estratégia que deverá ser materializada com a ajuda do Governo, segundo garantias do ministro dos Transportes.  

Recentemente, os trabalhadores da empresa dos Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL) manifestaram-se preocupados por estar a haver atraso no pagamento do salário de Março, numa altura em que estão obrigados ao confinamento domiciliar devido ao novo coronavírus.

O porta-voz da empresa, Augusto Osório, confirmou à Lusa as informações sobre o atraso no salário do mês de Março, alegando que a situação deve-se a “problemas de liquidez”, sendo que os comboios suspenderam a sua actividade em função do surto de Covid-19.

O porta-voz do CFL referiu, no entanto, que a situação de confinamento das pessoas tem dificultado a comunicação, tranquilizando os trabalhadores que a situação será resolvida nos próximos dias.

Recorde-se também que o CFL anunciou medidas de diminuição significativa da circulação de comboios e o limite de passageiros, devido à pandemia da Covid-19.

As anteriores 17 frequências diárias passaram a oito e o número de pessoas a bordo passou, nas carruagens de 3ª classe, de 100  para o limite máximo de 50, e nas de 2ª classe passaram de 70 para 48.

7