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Covid-19 já circula nas comunidades de Luanda

Luanda, capital da República de Angola, já tem circulação comunitária da Covid-19, confirmou, ontem, quarta-feira, 15, o coordenador da Comissão Interministerial de Prevenção e Combate a Covid-19.

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A confirmação sobre a circulação comunitária do novo Coronavírus foi declarada na habitual conferência de imprensa, que serve de base para actualização permanente sobre a evolução da Covid-19 no país, pelo ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, na qualidade de coordenador da referia comissão. Na ocasião, foram anunciados, nas últimas 24 horas, mais 35 casos positivos, somando um total de 576 infecções.

Pedro Sebastião, citado pelo Jornal de Angola, salientou que depois do diagnóstico de vários casos sem vínculo epidemiológico na província de Luanda, que estavam sob investigação das autoridades sanitárias, estão reunidas as evidências para que seja declarada a circulação comunitária do novo coronavírus na província de Luanda.

O dirigente sublinhou ainda que foi realizado, entre os dias 8 e 11 de Julho, um estudo transversal que colheu 7.500 amostras, em testes rápidos serológicos, onde a maioria dos casos reactivos não apresentava qualquer vínculo epidemiológico conhecido.

Segundo Pedro Sebastião, na base dos resultados e tendo em conta os casos reactivos que testaram em massa nos últimos dias, foi possível saber que na sua maioria não tinham vínculos epidemiológicos ou contactos de casos positivos conhecidos, não viajaram para países com circulação comunitária do vírus nos últimos meses, nem tiveram relação com os cordões sanitários.

“Assim, de acordo com análises e estudos feitos na comunidade, principalmente em Luanda, e observadas todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), chegamos à conclusão que já temos circulação comunitária do vírus da Covid-19 em Luanda”, confirmou o já expectável. 

O coordenador da Comissão Multissectorial de Prevenção e Combate à Covid-19 realçou, também, que desde o período de confinamento, que deu origem à transição do Estado de Emergência para o de Calamidade Pública, foram mantidas as medidas de saúde pública, o que levou um período de registo com apenas casos importados e de transmissão local.

Nesta altura, acrescentou, começou a ser feito o rastreio em todos os casos considerados graves nos bancos de urgência e hospitais de referência, intitulados como centros de sentinela. No seguimento feito nos centros de sentinela, o ministro de Estado, verificou-se o não aumento de casos sem vínculo epidemiológico, razão pela qual se tomou a decisão de se fazer a testagem em massa nos grandes conglomerados e onde era previsível a exposição de pessoas que não cumpriam com rigor as medidas de protecção individual e colectiva.

O coordenador da Comissão Interministerial de Prevenção e Combate à Covid-19 disse que o estudo transversal, que colheu amostras a 7.500 pessoas de Luanda, foi realizado nos mercados Asa Branca, Catinton, Quilómetro 30, Kikolo, Futungo,rua 15 do bairro Mártires de Kifangondo, nas entradas e saídas de Luanda, do Longa e Maria Teresa, bem como aos profissionais da Comunicação Social, deputados e trabalhadores da Assembleia Nacional e do Palácio da Justiça.

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