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Custo operacional por barril de petróleo registou um aumento de 12% em 2021 em relação a 2020

Redacção_E&M
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Blocos 31, 15 e 3/05 são os que observaram maior aumento nos custos operacionais por barril, na ordem dos 65%, 34% e 33%, respectivamente.

A média ponderada no sector petrolífero com relação ao custo operacional directo por barril registou um acréscimo de 12% em 2021 em relação a 2020, fixando-se em 9,93 USD, sem incluir os custos de abandono. A informação consta no relatório de gestão de 2021, da Agência Nacional de Petróleo e Gás e Biocombustíveis (ANPG).

O documento refere que o aumento é justificado pela queda natural da produção e o aumento nos custos com reparações e manutenções das infraestruturas que maioritariamente estão acima dos 20 anos de existência, principalmente nos Blocos 0, 15 e 32, onde, em 2021, foram registadas perdas na ordem dos 33 milhões de barris para o ano.

No entanto, observou-se o aumento nos custos operacionais por barril na maioria das concessões em 2021, comparando ao ano de 2020, com destaque para os Blocos 31, 15 e 3/05 na ordem dos 65%, 34% e 33%, respectivamente.

Já os Blocos Cabinda Sul e o 2/05 registaram reduções no custo por barril pelo segundo ano consecutivo, ao passo que os Blocos 32 (USD 4,39/Bbl) e 17 (USD 5,28/ Bbl) observaram custos operacionais mais baixos.

Dados do relatório dão ainda conta que o bloco menos eficiente foi o 4/05 com 46,31 USD/Bbl, devido à maturação dos equipamentos dos blocos que resultam em paragens das instalações.