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Desafios do Compliance Officer – Parte I: Apoio da Administração e Transformação de Problemas em Oportunidades

Em tempos do novo normal na anormalidade, eis que resolvemos, em quatro e sucessivos artigos, abordar um tema, aparentemente comum, mas que em situações como estas torna-se, especialmente, desafiante.

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Falar do profissional de compliance, que entre nós tem tipificação normativa nos Avisos do Banco Nacional de Angola, pode ser um tema banal em outras paragens. Contudo, na nossa realidade muitas são as interrogações e desafios relativos à esta profissão que surgiu no século XX e tem tido destaque nos últimos anos. Dizem os grandes empresários que as oportunidades estão onde existem problemas e reclamações. Em matéria de compliance, com os sucessivos escândalos, em todo o mundo, entre nós também, não faltam oportunidades.

O nosso quadro é desafiante, mas sem o perfil ideal estamos propensos a fracassos. Poucos são os profissionais dispostos a construir do zero e sem condições uma cultura de compliance. Obviamente que fora do sector bancário, dificilmente encontramos uma organização com um percurso de compliance com maturidade temporal e cultural. Na maior parte das vezes, este profissional que deve zelar pela cultura ética e de conformidade, encontra um terreno baldio, sem pilares e por vezes minado.

Deve o profissional do compliance esperar o total apoio e compromisso da Administração? Com certeza, mas deve, antes e acima de tudo, ter a noção que Compliance é um processo que visa um resultado, constante, de conformidade. Todos os seus pilares são criados com base em conformidade e confiança, constantemente avaliados e reforçados pelos resultados alcançados e perspectivados.

O profissional de Compliance deve ser multidisciplinar, persuasivo, disciplinado, focado, um líder e um diplomata. Mesmo em posição de liderado, as suas habilidades devem permitir que ele consiga convencer os líderes e os administradores da empresa, ganhando confiança e apoio de todos. Pressuposto essencial para que possa criar, cultivar e disseminar uma cultura ética e de conformidade.

Num universo empresarial deveras desafiante, onde diariamente, temos nuvens de poeira e olhares problemáticos, um dos grandes desafios do Compliance Officer é, sem dúvida, mudar a perspectiva e o ângulo da abordagem dos assuntos, encontrando oportunidades entre a poeira e ser uma peneira dos actos e procedimentos da empresa, para que no final, o que fica sobre a mesa, seja uma cultura de ética e conformidade.

O profissional de Compliance deve ser multidisciplinar, persuasivo, disciplinado, focado, um líder e um diplomata.

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