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Dia da criança ensombrado pela Covid-19

A perda generalizada de emprego, com afectação directa na renda das famílias, vai propiciar o aumento das taxas de trabalho infantil, exploração sexual, gravidez na adolescência e casamento infantil.

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A situação da criança em Angola inspira cuidados, em vários aspectos, com destaque para a Saúde, atendendo aos altos níveis de mortalidade infantil, embora a violência doméstica também seja uma preocupação. O período pós confinamento devido à Covid-19 poderá trazer surpresas pouco agradáveis, numa altura em que se assinala o Dia Internacional da Criança, este ano celebrado de forma tímida e insólita, tendo em conta o quadro negro pintado pela Covid-19, que aumenta as incertezas e os níveis de vulnerabilidade de milhões de crianças em todo o mundo.

A perda generalizada de emprego, com afectação directa na renda das famílias, vai propiciar o aumento das taxas de trabalho infantil, exploração sexual, gravidez na adolescência e casamento infantil. Esta é a análise que ONG Human Rights Watch (HRW) apresenta num relatório mundial divulgado este ano, em que estima que mais de 1,5 bilião de crianças em idade escolar estão fora da escola.

A pressão que as famílias enfrentam, particularmente aquelas que se encontram confinadas, tanto em regime de quarentena domiciliar como institucional, sobretudo em locais fechados, é apontada pela HRW como um factor que pode aumentar a incidência de violência doméstica.

O aumento de mortes provocadas pelo novo coronavírus, salienta a ONG, também eleva o número de crianças órfãs e vulneráveis a várias formas de exploração e abusos.

Acresça-se que uma das consequências da Covid-19 é a limitação da educação, uma vez que mais de 91% dos estudantes em todo mundo estão fora da escola.

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