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Diversificação da economia passa pela transformação digital

Ao buscarmos diversificar a economia do país, não podemos deixar de levar em conta os novos desafios da quarta revolução industrial , afirmou, esta semana, em Luanda, Augusto Paulino Neto.

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Redacção_E&M
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O também bastonário da Ordem dos Engenheiros de Angola (OEA) disse, enquanto discursava na abertura do IIIº Congresso Internacional da OEA, que contou com a participação activa de 400 pessoas entre eles nacionais e estrangeiros, que a urgência da diversificação da economia junta outras exigências como a quarta revolução industrial ou revolução digital.

Segundo Augusto Paulino Neto, Angola deve aproveitar o actual contexto para dar um salto rumo ao desenvolvimento que se espera levando em conta os benefícios da referida revolução.

“A digitalização se estende em todas as actividades incluindo a agrícola, onde há o uso intensivo de Drones para identificar áreas delimitadas com incidências de doenças e pragas e aplicar as pesticidas exclusivamente neste sítios, bem como a irrigação computarizada, no âmbito da diversificação que já é presente entre a agricultura nacional”, disse.

Lembrou, por outro lado, que até 2030 cerca de 800 milhões de profissionais, em todo mundo, poderão perder o emprego que hoje detêm a favor das máquinas.

No entanto, o bastonário referiu que “nem tudo é ameaça”, sendo que apesar dos vários desafios impostos pela actual revolução tecnológica, em particular para a empregabilidade, também abrem-se novas oportunidades para especialização.

“Há também inúmeras oportunidades, sendo que milhões de novas ocupações serão criadas nas mais diversas áreas de actuação”, disse citando exemplos de especialização em pilotagem de drones, engenharia de inteligência artificial, engenharia de construção 3D, técnicos em manutenção de robot, entre outras.

Contudo, o bastonário referiu que os enormes benefícios e oportunidades desta nova era, bem como a capacidade de neutralizaras ameaças decorrentes do desemprego tecnológico, serão apenas reservadas para os quadros bem qualificados e actualizados.

Acto de abertura do IIIº Congresso Internacional da OEA

“Não é por acaso que as empresas hoje procuram recrutar pessoas qualificadas, profissionais que estejam preparadas para enfrentar os novos desafios tecnológicos e que tenham bom desempenho em termos de características humanas como o relacionamento interpessoal”, sublinhou.

Segundo Augusto Paulino Neto, os desafios actuais exigem dos engenheiros propostas concretas aí onde a engenharia é necessária para que sejam atingidos os resultados esperados no exercício de cidadania plena, com o seu saber a disposição da sociedade angolana.

Neste sentido, a OEA sugere, segundo o dirigente, a inserção de um curriculum no ensino que antecede a engenharia que privilegia a ciência, tecnologia, engenho, matemática e as artes.

O secretário de Estado para o Ensino Superior, por outro lado, disse, a margem do evento, que ainda não se pode fazer qualquer avaliação do subsistema do ensino superior no que diz respeito aquilo que se pretende em termos de qualidade do ensino. 

Para Eugénio Silva, o subsistema do ensino superior, ainda opera num contexto de condicionalismos que vão desde a falta de docentes qualificados à infra-estrutra adequadas.

Apesar destas condicionantes, refere o secretário de Estado, o Ministério do Ensino Superior, tem estado a tomar algumas medidas e a agir no sentido de conferir  dignidade académica, pedagógica e também infra-estrutural.

“Isto está a ser conseguido aos poucos, dada as restrições financeiras que todos nós conhecemos. É certo que no caso das engenharias, o Ministério tem estado a desenvolver esforços de apetrechar, especialmente no que diz respeito as instituições públicas de ensino, com laboratórios e oficinas", sublinhou Eugénio Silva.

No que diz respeito ao perfil de entrada dos estudantes, o responsável referiu que pela primeira vez no país aplicou-se a regra de acesso com a nota mínima de 10 para captar candidatos com um perfil mais ajustado para aquilo que são as exigências do ensino superior.

A Ordem dos Engenheiros de Angola (OEA) que encerrou o acto com a assinaturas de quatro documentos importantes com instituições congénere e não só, do qual destaca-se a assinatura do contrato de gestão do fundo de pensões da caixa Social de Engenheiros de Angola (OEA e a ENSA Seguros), ainda a assinatura do protocolo entre a OEA e a ordem dos Engenheiros de Portugal, bem como a assinatura da adenda ao protocolo entre o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia do Brasil e a OEA.

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