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Estado angolano poupa 7,5 mil milhões de kwanzas em diálise

Com a entrada em funcionamento de quatro novos centros de hemodiálise no país, o Estado vai poupar mais de 7,5 mil milhões de kwanzas, dos 15 mil milhões que gastava anualmente.

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A ministrada Saúde, Sílvia Lutucuta, revelou a cifra esta semana, a margem da cerimónia de inauguração do Centro de Hemodiálise do Hospital Geral de Luanda, que tornou-se na quarta unidade do país.

“Antes da abertura dos quatro centros na Huíla, Moxico e dos hospitais Pediátrico e Geral de Luanda, o Estado gastava cerca de 15 mil milhões de kwanzas por ano, equivalente a 10% do Orçamento Geral de Estado (OGE) destinados à Saúde”, explicou a ministra.

De acordo com o Jornal de Angola, o centro do Hospital Geral de Luanda passa a atender diariamente 90 pacientes com insuficiência renal em três turnos, que podem, em breve, ser estendidos para quatro.

Ainda segundo o diário público, Sílvia Lutucuta disse que atender doentes com necessidades de diálise, em tempo regular e com a frequência necessária, “é um grande ganho”.

Segundo a ministra, o número de doentes com insuficiência renal é superior aos 1.628 actualmente diagnosticados.

Neste momento, anunciou, a dirigente da Saúde em Angola, está em perspectiva a construção de mais dois ou três centros de hemodiálise a nível nacional. Para tal, salienta, é também preciso aumentar a competência dos profissionais, o que vai permitir o diagnóstico precoce e evitar que cheguem aos serviços de atendimento em situação renal crónica e irreversível.

Entretanto, o desafio tema ver com o aumento de médicos nefrologistas no país, numa altura em que existem apenas 20. O objectivo, lembrou, é que cada centro venha a ter no mínimo um. Outro desafio em vista é a criação de um centro nacional de transplantes com o apoio de Portugal, Brasil e da África do Sul. 

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