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Estratégias adaptativas

A imobilidade para traçar novas rotas é assinar a própria morte organizacional.

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Camila Leite
Fotografia
:
DR
Camila Leite

Construir o futuro hoje. É este o impacto que impera há pouco mais de uma década e que tem sido inexorável durante a pandemia.

Como adaptar a gestão dos negócios em uma Era que desnuda novos comportamentos?

Estratégia adaptativa é o que todo e qualquer negócio necessita. O mundo corporativo pede novos olhares para manter-se sustentável num mercado em veloz transformação.

A imobilidade para traçar novas rotas é assinar a própria morte organizacional. O cenário actual anuncia constantemente a necessidade da preparação para ecossistemas diversos, dos pessimistas aos optimistas. É ter uma visão positiva, entretanto, preparar-se para momentos turbulentos através de planos contingenciais e que visualize cenários variados.

Experimentar novas rotas, testar junto ao cliente as novas estratégias. Como as Startup´s: criar um mínimo produto viável e aprimorar a medida da aceitação do cliente. É estar pronto para correr riscos e encarar as falhas como parte do processo de aprimoramento do negócio.

Adaptar-se aos novos tempos é olhar para dois motores da organização. Adotei este método apresentado por dois grandes executivos brasileiros – Sandro Magaldi e José Salibi Neto – no livro Gestão do Amanhã.

É preciso fazer uma revisão ou mesmo a desconstrução do modelo de gestão actual para que as tomadas de decisões sejam ágeis e que sustentem o negócio diante de uma imprevisibilidade que faz parte dos novos tempos.

- Motor 1: Foco no curto prazo. O negócio actual.

- Motor 2: Foco no futuro, o poder criativo. O novo negócio.

O grande impasse das empresas é estarem enraizadas no motor 1, à rotina operacional, o que negligencia o motor 2, o estar aberto aos novos negócios. Dar início ao arranque do motor 2 exige desprender-se do passado para focar no presente e mirar no futuro. Algumas empresas, globalmente, optam em criar negócios outside - com a criação de labs - quando a estrutura antiga não suporta a implementação focada na inovação. Inovar é um dos grandes atributos desta Era que clama por experiências que tenham um propósito bem posicionado.

E o que as empresas precisam considerar frente a esta estratégia adaptativa?

- Competência analítica: Saber analisar dados, factos que apoiarão na tomada de decisões ágeis. O que não é medido não pode ser gerenciado, ter capacidade estratégica.

- Entendimento sobre algoritmos: Como estas regras de cálculo numérico podem impactar no negócio a nível de dados que permitam entender o comportamento do cliente e desenhar o relacionamento individualizado.

- Entendimento sobre Inteligência Artificial: Como a tecnologia, como meio, pode trabalhar a favor do negócio (e não contrário!).

Rever os modelos de negócio requer Agilidade, outro atributo fundamental. A pergunta que deve ser feita é “O que o meu cliente deseja realizar?”. Se no passado o foco era no cliente, agora é o foco do cliente, este como o centro das estratégias e ações.

Segundo Jom Schepers: “As empresas não estão quebrando por fazer coisas novas. Estão quebrando porque estão fazendo muito bem feito o que sempre fizeram.”

São tempos de pensamentos arrojados, de ideias inovadoras. Modelos de negócios antigos já não acompanham o fluxo comportamental das pessoas e dos negócios. É preciso reaprender e aprender coisas novas. Já dizia o célebre Alvin Toffler: “Os analfabetos do século XXI não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender.”

É preciso fazer uma revisão ou mesmo a desconstrução do modelo de gestão actual para que as tomadas de decisões sejam ágeis e que sustentem o negócio diante de uma imprevisibilidade que faz parte dos novos tempos. É estar atento aos modelos de negócios ultrapassados que ocasionam a perda da oportunidade de diversificar o negócio, deixando de resolver outros problemas (dores) do cliente. São tempos de disrupção e de criar experiências extraordinárias, de despertar a empatia junto ao cliente. Por fim, é sermos os protagonistas do nosso negócio. A liderança é crucial para a transformação organizacional. Faça-o acontecer de forma transformadora, ágil e qualificada.

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