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EUA iniciam apoio a África no combate à Covid-19 e Angola recebe 3,5 milhões de dólares

O apoio financeiro cedido a Angola pelo Centro de Controlo de Doenças (CDC) dos EUA servirá para a compra de suprimentos de laboratório, material de biossegurança e reagentes para testes.

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Quase um mês depois de os Estados Unidos da América terem anunciado cortes na sua contribuição à Organização Mundial da Saúde, decisão que foi criticada pela União Africana, o país começa a fazer chegar a África os primeiros apoios.

Para Angola, o Governo dos Estados Unidos da América (EUA) disponibilizou 3,5 milhões de dólares para a aquisição de material sanitário, no quadro dos esforços para a prevenção e combate à Covid-19.

A informação foi avançada em Luanda pela embaixadora dos Estados Unidos em Angola, Nina Maria Fite, no final de uma audiência que lhe foi concedida pelo Presidente da República, João Lourenço.

Segundo a Angop, o apoio financeiro cedido pelo Centro de Controlo de Doenças (CDC) dos EUA servirá para a compra de suprimentos de laboratório, material de biossegurança e reagentes para testes.

Já à África do Sul, os EUA doaram mil ventiladores à África do Sul, para ajudar o país com mais casos de infecção pelo novo coronavírus no continente africano a responder à pandemia. Os novos ventiladores estão avaliados em 14 milhões de dólares, mas a doação totaliza 20 milhões de dólares, contando com acessórios, planos de serviço e envio, informou ontem a Embaixada norte-americana na África do Sul.

No âmbito do seu apoio a África, os Estados Unidos da América doaram ontem a Moçambique cinco mil máscaras, um apoio que faz parte de um pacote que prevê perto de nove milhões de dólares ao país africano.

"O Governo dos Estados Unidos entende que os desafios da Covid-19 são diferentes em todos os países, e estamos comprometidos em trabalhar com os moçambicanos para apoiar soluções que sejam eficazes no contexto moçambicano", disse Jennifer Adams, directora da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) no país, citada pela Angop.

Recorde-se que o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, em Abril, que suspenderia a contribuição do país à OMS, justificando a decisão com a "má gestão" da pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Trump acusou a organização de alinhar com as posições da China, que, segundo considera, ocultou a gravidade do vírus no momento do seu aparecimento, em Dezembro.

Em resposta, a União Africana temia que o corte de fundos dos EUA à OMS viesse ter impacto negativo na capacidade de resposta do continente à Covid-19. "A Organização Mundial de Saúde (OMS) é um parceiro global e a organização na qual todos procuramos orientação e apoio. Por isso, o corte dos seus fundos irá definitivamente ter impacto na capacidade dos países de responderem adequadamente", disse, na altura, o director do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças da União Africana (Africa CDC), John Nkengasong.

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