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EUA recorre às reservas estratégicas para reduzir preço do petróleo

Redacção_E&M
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Foto:
DR

O Governo dos Estados Unidos da América (EUA) vai libertar mais 15 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas do país, numa tentativa de controlar os preços da energia.

Segundo o portal de notícias Observador, a libertação, que será realizada em Dezembro, é o último passo de um programa anunciado na primavera pelo Presidente norte-americano, Joe Biden, e que previa a injecção de um total de 180 milhões de barris para fazer face ao aumento dos preços, ligado à invasão da Ucrânia.

“O Presidente instruiu o Departamento de Energia a estar pronto para vender mais [petróleo das reservas] neste inverno, se necessário, devido à Rússia ou outras acções perturbadoras do mercado“, disse um dirigente governamental aos jornalistas.

Questionado sobre a possibilidade de limitar ou suspender as exportações de petróleo, o dirigente garantiu que a administração Biden “mantém todas as ferramentas na mesa, tudo o que possa ajudar a garantir o abastecimento” do mercado norte-americano.

Ao mesmo tempo, Biden quer implantar um mecanismo de longo prazo para reabastecer, assim que o preço do barril cair para menos de 72 dólares (73 euros), as reservas estratégicas, que estão no nível mais baixo desde 1984.

A administração pretende negociar contratos de recompra a um preço previamente acordado, através de um processo de leilão, o que limitará os riscos associados à volatilidade dos preços, de acordo com o dirigente.

A porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Jane, disse na terça-feira que Biden irá anunciar oficialmente estas medidas, juntamente com mais iniciativas “para dar algum alívio ao povo americano”.

Embora o preço da gasolina nos Estados Unidos tenha caído 22% desde o pico em meados de Junho, continua 16% acima do nível do mesmo período do ano passado.

Dados avançados pelo Jornal Mercado nesta terça-feira (18) indicam que o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque subiu 0,69% para 86,05 USD por barril. Por sua vez, o Brent do Mar de Norte, referência para as exportações angolanas, cresceu 0,59% para 92,16 USD por barril.