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EUA vai instalar mais 350 megawatts de energia solar em Angola

A iniciativa é da companhia americana Sun Africa que iniciou, hoje, quinta-feira, 11 de Março, a construir sistemas de energia fotovoltaica e de baterias, que produzirão cerca de 370 megawatts peak.

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Cláudio Gomes
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Cláudio Gomes

O megaprojecto será levado a cabo em todo País e está orçado em 524 milhões de Euros, estará concluído no terceiro trimestre de 2022, para produzir, na sua Central do Biópio (província de Benguela), 188,88 megawatts, de acordo com um comunicado da referida instituição, especializada em energia.

De acordo com a Angop, as infra-estruturas terão equipamentos das empresas Hitachi-ABB, Hanwha Q-Cells e NEXTracker e serão construídas pelo grupo empresarial português MCA.

“A capacidade total dos sete projectos solares será de 370 megawatts e trará benefícios significativos ao fornecimento de electricidade em Angola”, refere o documento da insituição, adiantando que será “o maior projecto solar individual da África Subsaariana".

O documento assinala ainda, que  oprojecto “marcará um novo rumo na diversificação do fornecimento de energia e da economia” em Angola.

Segundo a empresa norte-americana, subsidiária da Urban Green Technologies, “além da riqueza em hidrocarbonetos, Angola tem luz solar abundante e uma das maiores irradiações solares no continente africano”.

Cinco dos projectos, escreve a agência nacional de notícias, estarão ligados à rede energética principal, enquanto os restantes dois estarão voltados a áreas rurais.

“Estes parques solares vão, assim, trazer uma nova vertente de energia renovável sustentável a milhares de angolanos em várias partes do país”, informa a Angop, citando o documento divulgado no portal da Sun Africa.

Neste sentido, a central de Biópio (Lobito) terá a maior produção (188,88 MWp), seguindo-se as de Benguela (96,7 MWp), Saurimo, na Lunda Sul (26,91 MWp), Luena, no Moxico (26,91 MWp), Cuito, no Bié (14,65 MWp), Bailundo, no Huambo (7,99 MWp) e Lucapa, na Lunda Norte (7,2 MWp).

Para o presidente do Conselho Administrativo da Sun Africa, Nikola Krneta, os avanços do megaprojecto representa “um feito incrível dados os actuais desafios de financiamento e outros, devido à pandemia”.

“Isso demonstra a dedicação e capacidade de todos os nossos parceiros, assim como a visão do Governo angolano”, sublinhou Krneta.

O financiamento deste projecto que revolucionará o sistema de fornecimento de energia no País está a cargo da SEK (agência de promoção de exportações da Suécia), com garantias da Agência Sueca de Crédito à Exportação (EKN).

Com a instalação dos novos equipamentos, avançou a empresa portuguesa, vai evitar a emissão de 935 mil 953 toneladas de dióxido de carbono por ano.

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