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Executivo de João Lourenço a olhar para a continuidade com cinco estreantes

Redacção_E&M
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Foto:
DR

No seguimento do discurso na investidura, o Presidente da República formou um Executivo de continuidade, tendo apresentado poucas caras novas, mas com a habitual “dança de cadeiras” dessas alturas.

São 28 os membros da equipa que tem como principal função auxiliar o Presidente da República na sua missão de conduzir os destinos do Estado, durante o mandato que começou no passado 15 de Setembro e tem o fim marcado para 2027.

Na equipa de 28 quadros nacionais, incluem quatro ministros de Estado, nomeadamente Adão de Almeida, que foi reconduzido ao cargo de ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Manuel José Nunes Júnior, ministro de Estado para a Coordenação Económica do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, que mantém-se como ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República e a estreante em tais funções, Dalva Ringote Allen, ex-Secretária de Estado da Economia, que foi promovida a ministra de Estado para a Área Social.

Uma aposta na continuidade

Com apenas cinco estreantes, o Presidente da República faz uma aposta na continuidade, reconduzindo Victor Fernandes a ministro da Indústria e Comércio, Diamantino Pedro Azevedo, como ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Ricardo Viegas D´Ábreu, nos Transportes, João Baptista Borges, na Energia e Águas, e Felipe Zau, na Cultura e Turismo, António Assis, que se mantém com a Agricultura e Florestas, Maria do Rosário Sambo, no Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Mário Caetano João, que mantém a tutela da Economia e Planeamento, Teresa Rodrigues Dias, que continua na Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Luísa Grilo, na Educação, Sílvia Lutucuta, na Saúde e Vera Daves de Sousa, como Ministra das Finanças, dando vazão a ideia bem conhecida nas lides da política, segundo a qual, “é recomendável que os governos sejam estáveis” como apontou a E&M o docente de Ciência Política, Israel Bonifácio.

Na mesma senda, há ainda os novos «antigos» ministros, que saltaram de pastas, mas, se mantiveram na equipa de apoio de João Lourenço. São os casos de Marcy Cláudio Lopes, até então na Administração do Território, transita para a Justiça e Direitos Humanos, Ana Paula do Sacramento Neto que sai da Juventude e Desporto e assume a Acção Social, Família e Promoção da Mulher.

Uma aposta na mesma equipa, “que é normal e mostra que o titular do poder Executivo confia nos seus auxiliares”.

Os novos «antigos» ministérios

Tratam-se dos ministérios das Pescas e Recursos Marinhos e o do Ambiente, que sem qualquer tipo de justificação, surgem desagregados dos anteriores superministérios, como eram os da Agricultura, Florestas e Pescas, e o ministério da Cultura Turismo e Ambiente.

Os dois novos «antigos» ministérios serão conduzidos por duas mulheres, nomeadamente, a bióloga Carmen Neto dos Santos que se estreia no Executivo, e vai conduzir o ministério das Pescas e Recursos Marinhos, e Ana Paula de Carvalho, ex-governadora de Luanda, que será a nova ministra do Ambiente.

Para Israel Bonifácio, a nova configuração destes ministérios só se podem justificar com a necessidade de maior eficiência, partindo do princípio que o Presidente da República entendeu que os referidos ministérios não estavam a entregar os resultados esperados.

Homens são a maioria entre os estreantes

Os novos ministros são na maioria homens, ficando marcado pela presença de duas mulheres, nomeadamente Palmira Leitão Barbosa, que vai dirigir o ministério da Juventude e Desportos, e Carmen Neto dos Santos, a dirigir o ministério das Pescas e Recursos Marinhos.

Elas que estão “ladeadas” por Dionísio Manuel da Fonseca, Ministro da Administração do Território, Carlos Alberto Gregório dos Santos, que ascende a ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, e Mário Augusto da Silva Oliveira, nas Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social.