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Executivo prevê produção de grãos em mais de seis milhões de toneladas a partir de 2027

Redacção_E&M
14/12/2022
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Foto:
DR

O PLANAGRÃO prevê um investimento médio anual equivalente em Kwanzas de cerca de 670 milhões de dólares, para a produção de grãos de trigo, arroz, soja, milho e outros cereais.

A informação consta numa nota divulgada esta semana, em Luanda, pelo Ministério da Economia e Planeamento (MEP), que dá conta que o Plano Nacional de Fomento para a Produção de Grãos (PLANAGRÃO) prevê ainda um investimento médio anual equivalente em Kwanzas em torno de 471 milhões de dólares, para a construção e reabilitação de infras-estruturas de apoio ao sector produtivo e social.

“O plano é de âmbito nacional, com maior destaque para as províncias do Moxico, Lundas Norte e Sul, regiões com terras disponíveis e condições edafoclimáticas favoráveis para a produção desses cereais”, refere a nota do MEP.

De acordo com o documento, a que a Economia & Mercado teve acesso, a materialização do PLANAGRÃO será feita por meio da mobilização de fundos públicos e privados, dos quais, espera-se um investimento público durante cinco anos, num valor em Kwanzas de 1 178 mil milhões destinados para infras-estruturas. Igualmente, serão aplicados 1 674 mil milhões de Kwanzas na capitalização do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e do Fundo Activo de Capital de Risco Angolano (FACRA) para o financiamento do sector privado nacional, que tenha condições de produção, logística e transformação dos grãos, e de garantir toda cadeia de valor.

A banca comercial poderá também mobilizar fundos através do Aviso 10 do Banco Nacional de Angola, que garante o acesso ao crédito com taxas de juros bonificadas para os promotores de projectos produtivos.

O PLANAGRÃO tem por objectivos gerais “garantir a segurança alimentar do país, gerar rendimento e promover a competitividade” para a médio prazo, transformar Angola no maior produtor de grãos da região Austral de África; além de  estimular a produção de cereais; aumentar o número de empresários agrícolas e o emprego; atrair jovens qualificados para a actividade; atrair o investimento directo estrangeiro e promover o desenvolvimento interno das cadeias de valor.

A agricultura familiar é responsável pela produção de 80% dos cereais, 90% de raízes, tubérculos, leguminosas e oleaginosas.