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Grupo Executive lamenta falecimento do jornalista Paulo Pinha

O jornalista angolano Paulo Pinha faleceu, recentemente, em Lisboa, aos 61 anos de idade. O grupo Executive, empresa onde chegou a emprestar o seu saber, lamenta a perda do profissional.

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O malogrado que nasceu em Luanda e acumulava o trabalho de jornalista com as funções de revisor, ajudando a manter a qualidade redactorial dos conteúdos das publicações em que contribuiu, esteve em tratamento médico em Portugal.

São vários as palavras de reconhecimento e de consternação pelo desaparecimento considerado prematuro, tendo em conta as competências de Paulo Pinhas em relação a forma como tratava com frontalidade os “mais antigos” e pela forma paternal como protegia os menos experientes que emergiam no jornalismo.

As manifestações de pesar em virtude do seu passamento físico, são constatadas tanto nos meios de comunicação social como nas redes sociais, além das conversas esporádicas entre ouvintes dos programas desportivos em que emprestou a sua opinião.

Paulo Pinha era conhecido pela sua paixão pelos desportos motorizados, o que levou a ser rotulado por muitos como uma voz autorizada para falar de Fórmula 1 no país.

O profissional iniciou a sua carreira na reportagem, como redactor de banca onde passou a maior parte do tempo relegado ao interior das redacções, observando o mundo e a coordenar os repórteres, em busca de um produto bem elaborado na perspectiva de levar até ao leitor.

Por meio de um comunicado, o grupo Edições Novembro lembrou a passagem do profissional como “um profissional de tamanho valor”, sublinhando que a sua morte “constitui uma perda incomensurável” para a classe jornalística angolana.

“Angola ainda não tinha conquistado a Independência, quando Paulo Pinha perfilava já o grupo de aspirantes a profissionais da imprensa, de quem dependeria a divulgação de informações importantes para o porvir de um país que se preparava para caminhar pelos próprios pés, por força da auto determinação que daí a pouco conquistaria”, lê-se no comunicado divulgado pela Edições de Novembro.

O falecimento de Paulo Pinha chegou com elevado nível de consternação e pranto para os colaboradores do grupo Executive Centrer, responsável pela revista de bordo da TAAG – Linhas Aéreas de Angola (Austral), pela “Economia & Mercado” e pelo guia turístico “Rotas & Sabores”, onde o malogrado colaborou e fez ex. colegas e amigos.

O Ministério da Comunicação Social, por sua vez, ressalta também em comunicado, que foi com profunda dor que tomou conhecimento do falecimento do Jornalista Paulo Pinha, ocorrido ontem num dos hospitais da capital portuguesa, por doença.

O documento do órgão que tutela o sector da comunicação social em Angola destaca que nos últimos tempos fazia parte do copy desk do Jornal de Angola e colaborava na Rádio Luanda Antena Comercial (LAC), onde se destacou no programa “Manhã de Desporto”. Com a sua partida prematura, considera no comunicado, Paulo Pinha deixa o jornalismo angolano mais pobre.

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