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Falta de equipamentos "soterra" produção de diamantes da Sociedade Mineira de Somiluana

Redacção_E&M
4/1/2023
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Foto:
DR

A empresa do subsector de diamantes precisa de 35 milhões de dólares para elevar os níveis de produção de diamantes de sete para 12 mil quilates por mês a partir do primeiro trimestre deste ano.

Em termos de objectivos delineados para 2022, atingiu-se apenas 35%, representando cerca de 9,0% do investimento feito no ano em referência, de acordo com o director-geral adjunto para a área de operações mineiras, citado hoje, quarta-feira, 4 de Jeneiro de 2023, pelo Jornal de Angola. A empresa do subsector dos diamantes precisa de 35 milhões de dólares para elevar os níveis de produção de sete para a 12 mil quilates por mês a partir do primeiro trimestre deste ano.

Guilherme Raimundo atribuiu, por isso, os "maus" resultados a falta de equipamentos, que no seu entender comprometeram a concretização dos objectivos preconizados para 2022 em cerca de 65%.

Disse, igualmente, que os sinais negativos começaram em Novembro do ano passado, altura em que a mina começou a sentir baixa na disponibilidade de equipamentos, que aliada a depreciação do preço do diamante no mercado internacional, impediram a concretização das metas no exercício económico 2022.

No entanto, escreve o Jornal de Angola, a empresa projecta, para o primeiro trimestre desse ano, atingir 12 mil  quilates por mês caso se consiga comprar novos equipamentos, sendo que depois desta recuperação (de Abril a Julho) prevê-se atingir 18 mil quilates em termos de capacidade de produção diamantífera.

Segundo o gestor da Somiluana, a empresa que obteve produção estimada entre 12 e 16 mil quilates, mas passou a rever estes indicadores em baixa, situando-se agora nos sete mil quilates, privilegiando a produção de pedras de maior tamanho, com boa qualidade, em menor quantidade, de forma a obter mais receitas.

O director-geral adjunto para a área de operações mineiras disse que a empresa precisa recorrer aos serviços de bancos credíveis que favoreçam nos juros aplicados, para ter recursos financeiros que possibilitem reforçar os investimentos em compra de novos camiões, meios pesados como escavadoras e outros.

Os desafios dos accionistas, entre às quais a ENDIAMA, passa pela reestruturação, aquisição de novos equipamentos com consolidação dos níveis de produção, para garantir a manutenção e sobrevivência da empresa.