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Futuro da segurança cibernética aconselha mais investimentos das empresas e do Estado

Em Angola aponta-se o fraco investimento na protecção de dados e a ocultação de casos de ataques como principais desafios, afirmaram especialistas durante um debate sobre o tema realizado em Luanda.

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José Zangui
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José Zangui

O Director da empresa Tecnosrve do grupo Segure-protocolo, Nilton Calado, entende que as empresas angolanas, com excepção, do ramo financeiro investem pouco na segurança cibernética, daí a razão de haver registo de muitos ataques bem-sucedidos e alguns fracassados, entretanto, não divulgados.

A Sonangol, por exemplo que foi atacada por piratas, em Junho deste ano, é apenas um em Angola existindo outros que acontecem nos diferentes sectores de actividade.

No mundo, segundo dados apresentados no Workshop sobre “o futuro da Segurança cibernética em Angola”, os números são assustadores. Por exemplo, em cada hora são registados 14 mil milhões de tentativas de ataques cibernéticos, oito milhões por cada minuto e cerca de 69 ataques por segundo.

O uso de senhas fracas foi apontado como a via de fácil acesso para os “piratas”, representando 81% de violações cibernéticas.

O representante da Cisco em Angola, Ricardo Nsimba defende a necessidade das empresas e o próprio Estado investirem mais na segurança cibernética, considerando que, “o que faz atualmente ainda não é o desejado”.

O Workshop, sobre o “Futuro da segurança cibernética em Angola”, organizado pela empresa Segure-protocol, seguido de uma exposição onde empresas e fornecedores de serviços tiveram a oportunidade de interagir, serviu para alertar a necessidade da protecção de dados seja de empresas, seja de particulares.

Além da Cisco que, para o mundo fabrica e comercializa produtos informáticos de redes e internet, estiveram presentes outras, como Nil, Imperva, Ciberark e Maya.

A segurança Cibernética é segundo o director da Tecnosrve um problema que afecta a todos, desde as empresas até o detentor de um computador tablet, ou apenas utilizador de Internet, vias pelas quais os curiosos destroem vidas de empresas e de pessoas individuais.

Para se protegerem dos ataques, os especialistas no evento aconselharam empresas e pessoas singulares a informarem-se sobre os sistemas de seguranças existentes no mercado, antivírus e outros.

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