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Governação racional

Há 50 anos, poucos governos asiáticos acreditavam que uma boa governação racional poderia transformar as suas sociedades. Muitas delas com distorções muito parecidas com as nossas.

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Fotografia
:
Carlos Aguiar

Acumulação primitiva de riqueza, assimetrias abismais na distribuição da mesma, pobreza extrema entre a maioria da população e riqueza super acumulada num pequeno grupo de cidadãos; índices educacionais e de saúde baixíssimos, ausência quase total de classe média e desenvolvimento per capita quase residual. China, Índia e Indonésia eram disso claros exemplos. Todos conheceram fortes lideranças na era pós-colonial e com um denominador comum:foco na política e não na governação. A prioridade foi conduzir a luta pela independência nacional e a manutenção desta. A boa administração não foi claramente a prioridade.

Foi com Deng Xiaoping na China e com as novas lideranças na Índia, Indonésia, Paquistão
 e Malásia, mas também, mais recentemente, na Etiópia,Uganda, Ruanda e outros, que se conheceram resultados muito animadores, com a implementação de governações racionais.

O Paquistão experienciou uma espantosa queda nos índices de pobreza entre 2002 e 2014. Foram reduzidos em quase 30 por cento. O Bangladesh, que encheu a imprensa de imagens de indescritível miséria, tem hoje um crescimento médio de 5,5 por cento, cifra que vem mantendo nos últimos 20anos. Poderá atingir, em 2021, o estatuto de “País de Rendimento Médio”. A esperança de vida passou de 45 para 70 anos.

Leia mais na edição de Outubro de 2018.

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