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Governo e FMI pretendem limitar dívida pública a 90% do PIB

O Governo e o Fundo Monetário Internacional pretendem limitar o rácio da dívida pública do país face ao Produto Interno Bruto (PIB) ao valor actual de 90%, disse, na África Sul, Aia-Eza da Silva.

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A secretária de Estado do Orçamento, fez tais declarações à agência financeira Bloomberg, à margem do Fórum Económico Mundial sobre África, que decorreu de 4 a 6 de Setembro naquela cidade sul africana, onde disse “estar esperançada” na disponibilização por parte do FMI de mais uma parcela do Programa de Financiamento Ampliado de 3,7 mil milhões de dólares.

“O FMI está preocupado com a dívida pública, que se encontra em cerca de 90% do PIB e deixou claro que esse rácio não deve ser aumentado”, referiu Aia-Eza da Silva durante a entrevista.

A dirigente mostrou-se confiante na aprovação da terceira análise à evolução do programa de assistência financeira e disse que o facto de Angola já ter recebido um total de 1,24 mil milhões de dólares em menos de um ano “foi um grande feito porque representou muito trabalho.”

A dívida pública de Angola, escreve o portal Macauhub, tem aumentado de forma significativa nos últimos anos devido à quebra das receitas petrolíferas em moeda externa, o que levou a uma depreciação do kwanza e a uma subida da inflação.

O FMI informou em Junho que a dívida pública de Angola tinha ficado em 91% do PIB em 2018 e acrescentou tratar-se de um valor sustentável “desde que não existam grandes choques na economia”, segundo a análise à primeira revisão do programa de assistência que Angola acordou no final do ano passado.

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