3
1

Governo promove círculo de palestras sobre o aumento da produção

O Governo iniciou, hoje, em Luanda, um círculo de palestras que visa colher contribuições de empresários, académicos e da sociedade civil sobre as "Medidas de Apoio ao Aumento da Produção Nacional".

1
2
Cláudio Gomes
Fotografia
:
DR
Cláudio Gomes

O encontro junta 454 individualidades, entre empresários, políticos, académicos, 18 ministros e igual número de secretários de Estado, conforme um documento do Ministério da Economia e Planeamento, citado pela Angop e retomado pelo Jornal de Angola (JA).

Os prelectores para a palestra de Luanda serão os ministros da Economia e Planeamento, Agricultura e Florestas, Pescas e do Mar, Indústria, Turismo, Recursos Minerais e Petróleos, Finanças, Justiça e Direitos Humanos, Comércio, Ordenamento do Território e Habitação, Interior, Energia e Águas, Construção e Obras Públicas, Ambiente e da Saúde, assim como o governador do BNA.

As palestras terão lugar a nível regional nas províncias de Benguela (29/01), Huambo (30/01), Bié (31/01), Moxico (06/02) e Huíla (13/02), Uíge (20/2), Cabinda (27/2), com associações empresariais, tendo em perspectiva a recolha de subsídios e a partilha de informações sobre os passos que estão a ser dados para a melhoria do ambiente de negócios no país. 

No 8 de Março, a seguir às referidas palestras regionais, a capital do país acolherá, a conferência nacional sobre as medidas de apoio à produção angolana.

A iniciativa surge na sequência da aprovação, a 13 de Novembro de 2018, pela Comissão Económica do Conselho de Ministros, do Plano de Acção para o incremento da competitividade da produção. 

O plano de acção resulta de uma proposta dos titulares dos departamentos ministeriais da Economia e Planeamento, Finanças, Agricultura e Florestas, Pescas e do Mar, Indústria, Comércio e Saúde, bem como do governador do Banco Nacional de Angola.

De acordo com o documento, o plano pormenoriza propostas de acções que podem ser implementadas nas fileiras produtivas de 46 produtos, com a finalidade de acelerar as iniciativas privadas susceptíveis de permitir, no curto, médio e longo prazos, aumentar a produção nacional.

O plano tem como objectivo elevar o nível de cobertura da procura interna dos produtos nacionais e aumentar o valor acrescentado. O Governo pretende, com este plano, reduzir as importações. Para outros bens de origem nacional prioritários, pretende-se, com o plano, aumentar a produção de ovos, carne de cabrito e de porco, grão de milho, mandioca, batata-doce, batata rena, tomate, cebola, cenoura, pimento, repolho, alface, banana, manga, abacaxi, carapau do Cunene, sardinella aurita (lambula), sardinella maderensis (palheta).

Da lista, consta, ainda, o varão de aço de construção (maior de 8 milímetro, cimento, clinquer, cimentos cola, argamassas, rebocos, gesso e afins, vidro temperado, laminado, múltiplas camadas ou trabalhado de outras formas, tinta para construção, guardanapos, papel higiénico, e de cozinha, fraldas descartáveis, detergentes-sólido (em pó, detergentes líquidos, lixívias, cerveja, sumos, refrigerantes e água de mesa.

7