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Governo quer sector privado na liderança da diversificação económica

Mariano Quissola
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DR

Desenvolvimento do capital humano e diversificação económica, liderada pelo sector privado, está no topo das prioridades do PDN 2023-2027.

O Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) referente ao quinquénio 2023-2027 está na fase compilação dos projectos dos governos provinciais e dos departamentos ministeriais, cuja conclusão está prevista para Março do próximo ano, com ‘sete eixos estratégicos’.

A informação foi avançada recentemente pelo director de estudos e planeamento do Ministério da Economia Planeamento, Luís Epalanga, adiantando que o desenvolvimento do capital humano, a modernização das infra-estruturas e a diversificação económica lideram o topo das prioridades.

“Essas prioridades vão ser traduzidas em programas que concorram para a realização dos sete eixos estratégicos que constam do Programa de Governo 2022 – 2027 e das promessas eleitorais adicionais, sufragado nas eleições gerais de 2022”, afirmou.

Epalanga disse que o processo de diversificação económica, assente no aumento da produção e da substituição das importações será liderado pelo sector privado, mediante criação de condições estruturantes que reduzam os custos de produção e facilitação de acesso ao crédito na banca comercial.

Em declarações à imprensa, durante o habitual briefing, Luís Epalanga garantiu que o Governo vai encontrar outras fontes de financiamento no mercado interno, para evitar a concorrência desleal no acesso ao crédito com o sector privado.  

Questionado pela E&M sobre a participação da sociedade civil na concepção do PDN, o director de estudos e planeamento do Ministério da Economia Planeamento respondeu estar acautelada a auscultação aos agentes económicos privados e sociedade civil, de modo geral, depois da conclusão do trabalho de casa.

Luís Epalanga reiterou a promessa eleitoral do MPLA sobre a redução do desemprego no país nos próximos cinco anos, estimado em cinco pontos percentuais, dos actuais 30%.

O responsável faz fé que em 2027 o país irá registar um crescimento harmonioso, realçando a divisão administrativa de algumas províncias, cujas metas estarão espelhadas no PDN, que deve definir onde Angola pretende estar e como pretende chegar.