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Governo resolve pagamentos por transferências em atraso

Angola já conseguiu resolver todas as transferências em atraso para pagamento de bens e serviços ao exterior, garantiu, esta semana, em Londres, Manuel Nunes Júnior.

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Citado pelo portal de notícias Macauhub, que retomou da agência noticiosa de Angola (ANGOP), o ministro de Estado e da Coordenação Económica, que não quantificou o montante pago pelo governo em dívidas ao exterior, disse tal facto ter sido conseguido nos últimos dois anos (2018 e 2019), sublinhando que hoje em dia é possível os investidores fazerem transferências dos dividendos na altura certa.

Segundo o responsável, que prestou declarações à margem da cerimónia de abertura da Cimeira de Investimento Reino Unido-África, onde representa o Presidente João Lourenço, voltou a garantir que todos os problemas de repatriação de dividendos, em Angola, “estão resolvidos.”

“Actualmente, os importadores, todos aqueles que precisam de adquirir no exterior bens para conseguir produzir no país, conseguem comprar as divisas de que necessitam, quando necessitam, devido às reformas introduzidas no mercado cambial”, disse Manuel Nunes Júnior.

O ministro disse ainda, de acordo com o portal Macauhub, que a actuação do governo angolano permitiu fazer com que as divisas passem a ter o seu valor verdadeiro, “o que constitui um sinal importante para o investidor” e comparou o afastamento entre o câmbio no mercado oficial e o paralelo, que em 2017 era de 150%, com o actual que não excede 23% relativamente ao dólar e 18% ao euro.

A delegação de Angola na Cimeira de Londres inclui, além de Manuel Nunes Júnior, a ministra das Finanças, Vera Daves, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, o governador do Banco Nacional de Angola, José de Lima Massano e o embaixador de Angola no Reino Unindo, Geraldo Sachipengo Nunda.

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